No dia 15, comemorou-se o Dia do Professor Aposentado. Claro, sem muitos alardes, afinal eles já cumpriram a sua parte e hoje estão a colher os frutos plantados ao longos dos anos – ou não. É o que se pensa. Mas pelo que se percebe, nos últimos tempos, estes ‘mestres’ estão muito atentos a tudo que se passa, especialmente no que diz respeito a educação e cultura.
Tive a oportunidade de ouvir, na data, em uma emissora de rádio, o professor Butzke. Como ex-aluna fiquei atenta. Em seu comentário sobre a data, mudanças ocorridas na educação e as dificuldades que hoje se enfrenta na relação professor-aluno, discorreu sobre valores morais, financeiros e sobre a tecnologia, aliada à novas gerações. Também enfatizou que vale a pena, ir em busca de aperfeiçoamento. Mas, ao mesmo tempo, ele se referia a maleabilidade que se tem hoje em função dos ‘direitos’ que foram adquiridos, pela nova geração. A tecnologia, como uma forte aliada às mudanças, ele vê como uma ferramenta aos jovens que, além de estarem muito bem informados, exigem do professor uma nova performance.
Esta considerações, e muitas outras, o professor dirigiu a um ex-aluno, e claro que fiquei atenta por ter sido sua aluna também. Quando o ‘mestre’ terminou a fala e fora convidado a deixar uma mensagem aos professores – não teve dúvida: “Persistam, a educação precisa de vocês”.
E, aí me pergunto: o que estará acontecendo com os nossos mestres hoje? O concurso para o magistério estadual reprovou 92% dos candidatos. Dos 69.150 inscritos, 63.782 realizaram as provas e apenas 5.224 foram aprovados, onde há 10 mil vagas a serem preenchidas.
Um novo concurso deve acontecer para preencher estas vagas, ao mesmo tempo que novas arrecadações também vão se somar aos cofres públicos. São dúvidas pertinentes. Mas o que tem a ver, tudo isto – Professores aposentados, concurso e arrecadações?
Constato que é urgente uma reforma educacional, a partir de bases conceituais, mas acredito que desta vez é para as classes educadoras.
Beatriz Colombelli
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