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Farmácia Municipal registra a falta pontual de medicamentos

por: Kethlin Meurer
Data: 17/02/2017 | 10:30
Foto: Kethlin Meurer / Folha do MateFarmacêutico ressalta que o problema maior se refere aos medicamentos do estado que costumam faltar com mais frequência
Farmacêutico ressalta que o problema maior se refere aos medicamentos do estado que costumam faltar com mais frequência

A Farmácia Municipal, localizada na rua Visconde do Rio Branco, realiza cerca de 500 atendimentos diários e oferece mais de cem medicamentos básicos à população de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 11h30min e das 13h às 17h. Contudo, há algum tempo registra algumas faltas pontuais de medicamentos e o mesmo ocorre com os do estado, que são distribuídos no mesmo local.

De acordo com o farmacêutico da Farmácia Municipal, Luís Augusto Giehl, em torno de três meses o município carece de em torno de sete medicamentos que incluem antiinflamatórios e contra dor. A previsão é de que eles cheguem no local em breve. Ele ressalta que no início do ano é comum faltarem mais medicamentos: 'Porque tem distribuidoras que param, entram em férias e voltam só em março'.

Giehl explica que essas faltas pontuais sempre existiram e que o número é pequeno se comparado ao leque de medicamentos disponibilizados, como anticonvulsivos, antihipertensivos, remédios para controle da diabete e ainda para tratamento de asma, entre outros. Desta vez, segundo ele, alguns estão em falta devido a uma mudança de fornecedores.

O problema maior se refere aos medicamentos do estado que costumam faltar com mais frequência. 'Os medicamentos vêm, mas em quantidade insuficiente e por isso acabam faltando para algumas pessoas', comenta. Segundo Giehl, o estado oferece remédios mais caros que o município e uma variedade muito maior, cerca de 300 itens diferentes. No momento, estão em falta medicamentos como lactulose - laxante -, sulfato ferroso e anticonvulsivantes. O farmacêutico acredita que a carência de alguns remédios fornecidos pelo estado se deve à falta de logística e dinheiro.

Papel
da farmácia
Giehl ressalta que a Farmácia Municipal tem um papel importante na comunidade, porque, além da distribuição de medicamentos, fornece fraldas e alimentação de suporte, ou seja, quando alguém tem intolerância a algum alimento e precisa complementar a falta dele com alguma medicação.

O estado, segundo o farmacêutico, também realiza o mesmo trabalho, mas a distribuição dos medicamentos é apenas realizada do dia 5 a 10 de cada mês. Como existe um período destinado ao fornecimento dos remédios, o profissional aconselha que as pessoas o respeitem para que o trabalho seja organizado e funcione como deve.

Para retirar os remédios na Farmácia Municipal é necessário apresentar uma prescrição médica do Sistema Único de Saúde (SUS) ou de alguns órgãos conveniados, além do cartão SUS. Cada receita médica tem validade de seis meses. Caso passe esse período, a Farmácia Municipal, assim como todas as outras, não disponibilizam mais os medicamentos. 'Quem tem medicação de uso contínuo, tem que retirar o medicamento a cada cerca de 30 dias', comenta.

Para a retirada de remédios do estado é necessário fornecer também uma prescrição médica e a Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID).

As compras dos medicamentos para a Farmácia Municipal são feitas cerca de quatro vezes ao ano e, de acordo com o farmacêutico, em primeiro lugar na lista dos remédios mais procurados estão aqueles para hiperacidez gástrica, seguido dos medicamentos contra febre e dor e para redução de colesterol no sangue.

Foto: Kethlin Meurer / Folha do MateParacetamol, medicamento indicado para quem tem febre e dor, é um dos que mais têm saída na Farmácia Municipal
Paracetamol, medicamento indicado para quem tem febre e dor, é um dos que mais têm saída na Farmácia Municipal