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Vereador Emanuel Helfer Kroth: “Fui vítima da hipocrisia, do medo e da perseguição”

por: Claudio Froemming
Data: 13/03/2019 | 17:59
Foto: Claudio Froemming / Folha do MateVereador Emanuel Helfer Kroth foi à tribuna rebater motivos alegados por quatro vereadores que rejeitaram sua saída do Legislativo
Vereador Emanuel Helfer Kroth foi à tribuna rebater motivos alegados por quatro vereadores que rejeitaram sua saída do Legislativo

Durante a sessão ordinária da última segunda-feira, 11, o vereador Emanuel Helfer Kroth (PT) se pronunciou no grande expediente da Câmara de Vereadores sobre a rejeição por parte de alguns colegas do seu requerimento de afastamento dos trabalhos legislativos para poder assumir a secretaria da Saúde. 'Essa votação se resume em três palavras: hipocrisia, medo e perseguição', afirmou o parlamentar. Disse que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) não foi a justificativa para a negação do seu pedido.

Relatou que a Comissão estava sofrendo boicotes desde o início, onde foi indeferido o pedido de abertura das investigações, depois trocado as senhas de acesso ao Instituto Gamma de Assessoria a Órgãos Públicos (Igam). Com relação à contratação de assessor jurídico para auxiliar nos trâmites, Kroth disse que fizeram um processo onde o primeiro colocado é correligionário da vereadora Celina Fagundes da Rosa (MDB), o segundo é ex-procurador da Prefeitura e o terceiro é do partido do PDT e tem laços de parentesco com a vereadora Núbia Kaufmann Bartz.

Kroth terminou dizendo que encaminhou um ofício à presidência da Casa solicitando a convocação do vereador Selmo Baierle Fagundes (PT) para assumir sua vaga de relator nas investigações da CPI.

VALDENIR LINCH
O vereador Valdenir Linch (PTB) justificou seu voto contrário à saída do colega da Câmara alegando que ele deve continuar o trabalho de relator da CPI. 'Quero que me investigue e se descobrir que fiz algo errado, que me condene. Mas me vire de ponta a cabeça para ter certeza que não há algo errado', solicitou Linch.

VINÍCIUS DA ROSA BARTZ
O parlamentar Vinícius da Rosa Bartz (PDT) explicou ao vereador Emanuel, que também votou contra sua saída do Legislativo por uma questão de economia. 'Temos que fazer as contas, pois o salário de um secretário custa em torno de R$ 5 mil, um vereador suplente que iria assumir sua vaga mais R$ 3 mil e o salário de R$ 2 mil que a secretária recebe como servidora concursada, já está embutido no salário total que ela recebe, o que totaliza R$ 10 mil mensais e R$ 120 mil num ano. Isso daria para fazer diversos exames de saúde, o que seria um recurso melhor aplicado. Cadê os professores Cristiano Konzen e Caio Baierle que ainda não fizeram essa conta', indagou Bartz.

NÚBIA E CELINA
A vereadora Núbia Kaufmann Bartz (PDT) disse que não tem culpa de estar cercada de bons assessores jurídicos. 'Nós solicitamos um advogado concursado da Prefeitura para nos auxiliar na CPI, mas o prefeito não nos cedeu esse profissional. Talvez por achar que a CPI não seria importante. Temos todo interesse em concluir esse processo, tanto é que solicitamos hoje ao presidente, através de um requerimento, a agilização das oitivas e que se conclua o relatório o mais breve possível', argumentou Núbia.

Com relação à acusação do vereador Emanuel Kroth de que ela e a vereadora Celina teriam solicitado o arquivamento da CPI, disseram que foi um pedido de suspenção temporária. 'Eu e a vereadora Núbia solicitamos essa suspenção até que a sindicância que estava acontecendo, mais a investigação do Ministério Público (MP) e ainda a CPI se concluíssem. Para um município do nosso porte, não havia a necessidade de três situações de investigação dos mesmos atos. Então pedimos para que se estendesse até que a sindicância interna realizada por parte do Executivo se concluísse e houvesse a manifestação do MP. De maneira alguma houve a intenção de que a CPI não acontecesse', esclareceu Celina.

Com relação ao advogado disse que não tem culpa se ele foi o escolhido pelo processo de licitação que foi feito pela Câmara, e se fazia parte da agremiação do seu partido. Celina defendeu a permanência do vereador Emanuel Helfer Kroth na Câmara justificando que sua competência como relator se faz necessária na apuração das investigações, e disse também que não é contra sua ida para a secretaria da Saúde, mas após a conclusão da CPI.

PRESIDENTE
O vereador e presidente do Legislativo Elisio Machado (PP) disse que o vereador Emanuel Helfer Kroth deveria continuar como relator porque outro colega não conseguiria realizar o trabalho com tanta eficiência, por não estar a par dos acontecimentos e andamentos das investigações.