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Palestra explica procedimentos da mineração no Rio Jacuí em Vale Verde

por: Claudio Froemming
Data: 17/05/2018 | 11:41
Foto: Claudio Froemming / Folha do MateDragas são monitoradas em tempo real por satélite
Dragas são monitoradas em tempo real por satélite
Foto: Claudio Froemming / Folha do MateRepresentantes do Executivo e Legislativo foram convidados a participar da palestra promovida pela Sindareia e Agabritas no Centro de Cultura de Vale Verde
Representantes do Executivo e Legislativo foram convidados a participar da palestra promovida pela Sindareia e Agabritas no Centro de Cultura de Vale Verde

Na tarde da terça-feira 15, uma palestra realizada no anfiteatro do Centro de Cultura oportunizou aos representantes do Executivo e Legislativo entender mais sobre as características naturais do Rio Jacuí e as formas de mineração que acontecem, principalmente no território de Vale Verde. Conforme dados apresentados por representantes do Sindicato dos Depósitos, Distribuidores e Comerciantes de Areia do Rio Grande do Sul (Sindareia - RS) e Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro (Agabritas) que se fizeram presentes no encontro, a mineração de areia é uma das mais seguras do Brasil e do mundo.


Na oportunidade foram dirimidas dúvidas sobre a mineração e apresentadas informações técnicas, laudos e esclarecimentos sobre a atividade. A palestra que foi concedida pelo engenheiro de minas da Agabritas, Eduardo Schimdt e pelo geólogo da entidade Ivam Zanette, teve como um dos pontos de destaque o monitoramento ambiental, que é fundamental para manter o controle da saúde do rio.
Conforme o geólogo o trabalho é feito através do controle de margens, batimetrias, sondagens, taxa de reposição do rio, análise de sedimentos, controle de resíduos e levantamento da mata ciliar, fauna e flora. Afirmou que todos esses estudos são apresentados regularmente para a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam-RS).


Durante a palestra também foram questionados os argumentos que sustentaram a recente matéria publicada em um grupo de comunicação do estado. A imagem da Ilha do Bouquet publicada na reportagem foi alvo de questionamento. Na ocasião, os palestrantes apresentaram estudos técnicos de georreferenciamento, que segundo eles, demonstram que a ilha não diminuiu de tamanho, mas sim aumentou em aproximadamente 4 mil metros quadrados.


Eduardo Schimdt explicou que isso acontece pela dinâmica natural do rio. 'Ele naturalmente retira material de uma ponta da ilha e deposita na outra. Parte da Ilha do Bouquet sumiu por causa das enchentes dos últimos anos, mas a profundidade do local é de aproximadamente 70 centímetros. Uma draga não conseguiria nem acessar o local', defendeu o engenheiro.

MONITORAMENTO
O monitoramento por satélite é outro ponto importante que foi contemplado pelo palestrante. Relatou que no alcance de um clique, é possível verificar as ocorrências anteriores na draga, seu deslocamento, acionamento da bomba de sucção e afastamento das margens. Também pelo monitoramento, é possível praticar a vigilância em preservação do cercamento eletrônico. No caso de uma draga se aproximar da margem do rio, ela desliga automaticamente, garantiu Ivam Zanette.


'É uma caixa preta inviolável. Não é possível abrir e fugir do rastreamento. Caso ela fosse violada, seria possível saber em tempo real' concluiu o geólogo. O presidente do Sindareia Laércio Thadeu da Silva, também falou durante o evento, onde fez questão de pontuar o compromisso da entidade com a regularidade das atividades.


'Nós buscamos ter transparência total, sendo que vamos em todos os municípios em que exista mineração de areia para fazer reuniões como essa, a fim de esclarecer dúvidas e mostrar que estamos praticando nossa atividade legalmente. A areia é um minério fundamental e a sua extração é ética, lícita e regular. Caso exista alguma ilegalidade, somos os primeiros interessados a denunciar', destacou Silva.


O prefeito Carlos Gustavo Schuch, questionou sobre o local que é protegido por lei municipal. Acessando o sistema de monitoramento em tempo real, todos os presentes observaram que o trecho é destacado no mapa como uma área de preservação. 'Eu achei muito bom. Uma imagem diretamente do site da Fepam mostrou que o trecho protegido tem outra cor. A grande maioria das pessoas desconhece que essa informação está à disposição de todos. A proteção desta parte é muito importante para nós, porque a prainha é nosso principal ponto turístico' considerou o prefeito.