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“A tendência é fechar o ano no vermelho”, diz Giovane Wickert

por: Carlos Dickow
Data: 09/08/2018 | 07:30
Foto: Cristiano Wildner / Folha do MatePrefeito Giovane Wickert espera um fim de ano de dificuldades, mas destaca que Administração já tem várias conquistas
Giovane Wickert espera um fim de ano de dificuldades, mas destaca que Administração tem conquistas

Faltando menos de cinco meses para o encerramento do ano, a questão das finanças da Prefeitura de Venâncio Aires, se não chega a ser desesperadora - como em tantos outros municípios -, é motivo de preocupação. Em entrevista à Folha do Mate, o prefeito Giovane Wickert declarou que 'a tendência é fechar o ano no vermelho'. Segundo o chefe do Executivo, o déficit projetado, de R$ 9,9 milhões, para 2018, foi reduzido quase pela metade, 'contudo tivemos que investir praticamente este mesmo valor de recursos próprios para garantia e conclusão de obras e também para manutenção das contas em dia'.

De acordo com Wickert, 'a ginástica vai continuar sendo diária em relação às contas públicas', com foco no aumento de arrecadação e redução de despesas. O prefeito disse ainda que o remanejamento de rubricas tem sido necessário para o pagamento de contas que chegam primeiro, evitando assim, o acúmulo de dívidas. 'Muitas vezes, temos que remanejar valores em virtude destas insuficiências. A saída tem sido essa e, ao mesmo tempo que conseguimos economizar em alguns setores, precisamos atender outros pontos deficitários. Temos obtido conquistas importantes sem uma descapitalização', afirmou.

ELEIÇÕES

Para o prefeito, algumas situações podem levar a dificuldades nos próximos meses do ano. Agosto e setembro, conforme Wickert, costumam ser períodos de menor arrecadação, o que obriga o cuidado ainda maior em relação aos cofres públicos. Outra preocupação é com as eleições de outubro, o que pode frear repasses e investimentos das esferas estadual e federal. Ele cita os atrasos na Saúde como exemplo: 'São mais de R$ 4 milhões e cada vez mais o Município precisa aportar recursos próprios para garantir a continuidade dos serviços. Com isso, muitas vezes, deixamos de agilizar a execução de obras, e todo mundo sabe que obra, quanto mais tempo demora, mais cara fica, pois o reajuste é aplicado'.

Sobre os repasses atrasados da Saúde, o chefe do Executivo teve audiência, ontem, com o secretário estadual, Francisco Paz. Representando a Agência Gaúcha de Consórcios Públicos (AGCONP), ele ouviu do titular da pasta que o Governo do Estado tem planos de colocar o passivo da atual gestão em dia até o fim do ano. 'A intenção é pagar a parcela do mês e mais uma das atrasadas a cada 30 dias', disse Wickert, que foi à Capital acompanhado do secretário de Saúde, Ramon Schwengber. 'Não saímos com a certeza dos pagamentos, mas com a convicção de que o passivo vai reduzir', argumentou.

'Vamos tocar as obras necessárias, controlar os gastos e começar a projeção para 2019, pois temos uma série de situações para encaminhar, como Distrito Industrial e Centro de Vocação Tecnológica, por exemplo.'
GIOVANE WICKERT
Prefeito de Venâncio Aires

PPP DA ILUMINAÇÃO

1 O prefeito Giovane Wickert afirmou que a Parceria Público-Privada (PPP) da Iluminação Pública terá sequência nos próximos meses. O processo foi colocado em xeque, na sessão da Câmara desta segunda-feira, 6, pelo vereador Tiago Quintana (PDT), mas o chefe do Executivo tem convicção de que a PPP é a saída para os problemas do setor.

2 De acordo com Wickert, 'a PPP garante serviço independentemente do prefeito que vier a assumir no futuro e assegura também economia imediata, pois abre oportunidade de utilização de recursos privados e foge da burocracia pública'.

3 O chefe do Executivo ressaltou que o modelo público prevê a contratação de serviços pelo menor preço, o que pode refletir na qualidade. Já a PPP oportuniza a avaliação do custo-benefício e obriga o cumprimento do que está no contrato.

4 Para ele, Quintana fez 'um desserviço' à comunidade. 'Ele participou de audiência pública sobre o tema e teve tempo de sobra para se manifestar, mas resolver fazer isso somente quando o processo já estava em andamento. Foi omisso ou está agindo de má fé', disparou.

5 Em comentário na tribuna do Legislativo, o pedetista informou que fez um estudo acerca do modelo de PPP apresentado que o levou à conclusão de que 'os contratados terão lucro já nos primeiros cinco anos e, nos outros 25, será um abuso'.