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Júri do Caso Júlio Marder deve ser realizado em março

por: Carlos Dickow
Data: 07/02/2019 | 06:30

 

Foto: Arquivo / Folha do MateBancário Júlio Marder, assassinado a facadas no dia 27 de agosto de 2017, criava cavalos crioulos
Bancário Júlio Marder, assassinado a facadas no dia 27 de agosto de 2017, criava cavalos crioulos

Um dos casos mais rumorosos da história recente de Venâncio Aires deve ter desfecho no fim do mês de março, para quando está previsto o júri dos apontados por envolvimento no assassinato do bancário Júlio Assmann Marder, morto aos 58 anos, vítima de cinco facadas, na casa onde residia com a companheira e a filha dela, no bairro Aviação, na madrugada do dia 27 de agosto de 2017. Conforme o promotor de Justiça Pedro Rui da Fontoura Porto, em caso de condenação, as penas devem oscilar entre 16 e 20 anos de reclusão.

 

Segundo denúncia do Ministério Público (MP), Salete de Azevedo, 45 anos, na época companheira do bancário, é acusada de ser a mandante do crime. Ela teria planejado o assassinato em conjunto com Márcia Rejane Kist Severo, 45 anos, e Marcos Roberto Cottes Figueiró, 29 anos (ela amiga íntima de Salete e ele namorado de Márcia). Ainda de acordo com o MP, o casal ficou responsável pela contratação de Antônio Alcides Oestreich, 53 anos, mecânico apontado como autor das facadas que vitimaram Marder.

A Promotoria sustenta que Oestreich receberia R$ 20 mil para matar o bancário, mas só teve acesso a R$ 1,6 mil - R$ 700 recebidos no dia anterior ao crime e outros R$ 900 dias depois, ambos valores entregues por Figueiró. O restante do dinheiro seria pago quando Salete fosse contemplada com um seguro de vida contratado por Marder junto à Caixa Seguradora, no valor de R$ 613.668,42. Deste total, ela esperava receber 70%, percentual que dividiria com Márcia e Figueiró e ainda completaria a parte acertada com Oestreich. Salete de Azevedo não chegou a receber qualquer valor do seguro de vida, pois foi constatada divergência na assinatura de Júlio Assmann Marder no documento.

'Os três pretendiam dividir o valor e Salete imaginava que poderia receber outro benefício pela morte de Marder, como herança ou pensão. Como ela não recebeu o seguro, o mecânico também não ganhou o valor total prometido.'

PEDRO RUI DA FONTOURA PORTO
Promotor de Justiça