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Acusados de assaltar taxistas estão presos

por: Alvaro Pegoraro
Data: 29/12/2015 | 07:00

Delegado Vinícius Lourenço de Assunção representou pela prisão preventiva dos dois suspeitos de assaltos contra taxistas, registrados em Venâncio Aires, em um espaço de seis dias. A última vítima, de 45 anos, foi violentamente agredida.

Ontem à tarde, de posse do relatório e das fotos da vítima, o próprio delegado encaminhou os pedidos ao poder Judiciário. Como um dos suspeitos havia sido detido pela Brigada Militar, facilitou o trabalho de reconhecimento. Éverton Wagner Cheiran, 26 anos, confessou participação somente no segundo assalto.
No entanto, foi reconhecido nos dois crimes. Cheiran foi encaminhado à Penitenciária Estadual de Venâncio Aires (Peva), ontem no final da tarde. O outro envolvido, de 20 anos, Alexandre Luís Ferreira também foi preso, ontem à tardinha, e encaminhado à Peva.

Assaltos

O primeiro ataque foi praticado no início da madrugada do domingo, dia 20. O taxista de 24 anos recebeu uma ligação para pegar dois passageiros, no bairro Aviação, e levá-los até o bairro Santa Tecla. No caminho, foi calçado com uma faca e obrigado a entregar seus pertences e o dinheiro.
A vítima, ainda, seguiu com os ladrões até o bairro Bela Vista, onde foi abandonada. A dupla fugiu a pé.
No outro assalto, praticado por volta das 21h45min do sábado, 26, um indivíduo ligou para a vítima, de 45 anos, e pediu para ser buscado no condomínio Pôr do Sol. No local, reconheceu Cheiran, que embarcou e sentou no banco traseiro, enquanto que o outro indivíduo sentou ao lado do motorista.
Eles pediram para ser levados até as imediações do Asilo Lar Novo Horizonte, em Linha Bela Vista. Quando se aproximavam do local, segundo declarou a vítima, Cheiran o gravateou e o outro passageiro passou a agredí-lo a socos.
Sangrando no rosto, o taxista foi retirado do veículo e obrigado a entregar sua pochete. A dupla roubou documentos, celulares e dinheiro. Em seguida, mandaram a vítima entrar no porta-malas e a agrediram violentamente outra vez. O taxista mencionou que eles rodaram cerca de dez minutos, até pararem. "Então ouvi um deles dizer para colocarem fogo no táxi, antes de fugirem", recorda.
Como não conseguiram, descarregaram o extintor dentro do carro. O taxista possuía um terceiro celular e com ele avisou seu patrão, que o socorreu e avisou a polícia.

Preocupado, o presidente da Associação dos Taxistas pede ações mais rígidas por parte da polícia. "A Brigada deveria fazer mais abordagens em táxis que estiverem com passageiros, principalmente à noite. Ninguém se importaria. É um pedido de todos", disse Anderson Degranti Gomes, 24 anos, que fica no cargo até o final de 2016. Por causa desta nova onda de assaltos, ele teme que alguns colegas abandonem a profissão.

"É doloroso vermos a maneira como agiram contra o taxista. Eles o agrediram cruelmente e ainda ameaçaram colocar fogo no veículo, quando ele estava preso no porta-malas. Aonde vamos parar deste jeito?"

vinícius l. de assunção
delegado de polícia