fechar

Massagista do corpo e da mente

por: Rosana Wessling
Data: 08/03/2019 | 12:00

Natural de Sampaio Baixo, localidade que hoje pertence ao município vizinho de Mato Leitão, filha caçula de 17 irmãos, Maria Iloni Frohlich, 55 anos, desde muito nova, veio para a cidade com o objetivo de estudar. 'Aos 14 anos decidi que faria o famoso 2º grau. Minha mãe não me deu o estudo, mas a oportunidade. Foi então, que com muita fé e força de vontade vim em busca do meu objetivo. Saí de casa e vim para a cidade morar com pessoas que nem conhecia e estudar", conta. Ela que é mãe de Deise, 32 anos e Maicon, 35 anos, avó de três netos.

Foto: Rosana Wessling / Folha do MateA profissional acredita que a importância da massagem é a prevenção
A profissional acredita que a importância da massagem é a prevenção

Maria Iloni, conta que enquanto ainda estava terminando os estudos, iniciou um curso de atendente de enfermagem. Em 1981, ela conseguiu trabalhar no Hospital São Sebastião Mártir, no qual antes, já havia realizado o estágio, e trabalhado de forma voluntária. Em março de 1996 decidiu largar a profissão no ramo da enfermagem, mas agradecendo por todas as vivências, e começar em uma nova carreira: de massagista.
Ela conta que em nenhum momento investiu em propaganda, mas garante, que os clientes divulgam o trabalho. 'O interessante é que o paciente que começa hoje, continua. É gratificante o carinho deles. Sempre dou um 'jeitinho' de mãe, nunca deixo um cliente com dor, se eu estou disponível atendo. Já trabalhei em domingos, tarde da noite, não tem horário.' Com os 23 anos de profissão, Maria, destaca que o conhecimento na enfermagem facilita o trabalho. 'Estudei anatomia humana, que é muito importante na massagem. Sem contar que sempre estou fazendo aperfeiçoamentos, hoje, inclusive pela internet', conta.

Foto: Arquivo Pessoal / DivulgaçãoMaria com seus pais e irmãos na infância. Ela é a caçula de 17 irmãos
Maria com seus pais e irmãos na infância. Ela é a caçula de 17 irmãos

'MÃEZONA'

A massagista conquistou muitos clientes ao longo de mais de duas décadas de profissão. Muitas famílias são atendidas, entretanto, além da massagem, Maria enfatiza que alguns pacientes aproveitam a sessão para relaxar, outros preferem além de descansar, desabafar, pedindo conselhos. Ela garante que ajuda muitas pessoas, e por isso, é uma pessoa plenamente feliz. 'Alguns jovens vem para conversar comigo, são verdadeiros filhos. Outros vem de longe, do interior principalmente pois eu falo alemão, então se sentem mais a vontade.'

Foto: Arquivo Pessoal / DivulgaçãoMaria vê na família sua principal fonte de inspiração
Maria vê na família sua principal fonte de inspiração

Meu trabalho é muito importante, pois além de massagear, eu escuto, ajudo realmente as pessoas. Muitos me dizem 'se fosse pela dor não precisava voltar, mas adoro conversar com você', e eu deixo a pessoa a vontade para desabafar. Eles confiam muito no meu trabalho.'
MARIA ILONI FROHLICH
Massagista

Clientes do exterior e do estado passam pela sala de atendimento de Maria

Venâncio Aires é uma cidade com diversas multinacionais, o que acaba trazendo diversos funcionários para o município. A massagista Maria Frohlich conta que já conquistou diversos clientes, que se tornaram amigos, do exterior. 'Não sei falar inglês, mas a gente se entende, vai por gestos. Já atendi americanos que quando retornam à Venâncio vem fazer uma massagem. As vezes até passa uns 10 anos mas quando eles vêm ao Brasil, me visitam.'
A profissional lembra que muitas vezes os clientes americanos pedem para a secretária da empresa retornar a ligação para agradecer pelo atendimento. 'Quando eles saem a gente entende 'bom, bom'', conta. Além dos amigos do exterior, Maria atende pacientes de todo o estado. 'Tenho gente que vem de longe, de Santo Antônio da Patrulha.'
Maria, que adora praticar o hábito da leitura, acredita que a importância da massagem, é principalmente a preventiva. 'Ela ativa a circulação, além de causar um bem-estar social. E é o momento de relaxar.'
A massagista, que em 2011 cuidou da mãe acamada, juntamente dos filhos, durante seis meses, relembra momentos em que pode retribuir o carinho, já que saiu cedo de casa. Ela acredita que tudo o que é feito com fé se torna possível. 'Hoje precisamos acreditar mais, somos pessoas muito materialistas, com o foco em juntar, e assim esquecemos de aproveitar a vida.'