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Fila de espera das cirurgias eletivas tem 444 pacientes

por: Carlos Dickow
Data: 05/12/2018 | 10:00
Foto: Juliana Bencke / Folha do MateRecadastramento das cirurgias foi feito até agosto deste ano
Recadastramento das cirurgias foi feito até agosto deste ano

Aproveitando a passagem pelo Legislativo Municipal, o secretário de Saúde, Ramon Schwengber, atualizou a situação da fila de espera por cirurgias eletivas em Venâncio Aires. Conforme ele, após recadastramento feito pela equipe da pasta, são 444 pacientes aguardando por procedimentos desta natureza. 'Quando assumimos, tínhamos 1.012 laudos físicos na Saúde. Era preciso ligar para 20 pessoas, em média, até conseguir marcar uma cirurgia. Por isso, fizemos o recadastramento e seguimos com os procedimentos.

Tenho aqui números de sexta-feira, que me mostram 578 pessoas na fila, mas se considerarmos que 134 laudos foram encaminhados para que os pacientes façam suas consultas e exames pré-operatórios, podemos trabalhar com um número de 444 pessoas à espera de procedimentos', esclareceu.

Schwengber afirmou que a cirurgia geral é a especialidade com maior número de solicitações e que tem mais pacientes aguardando serem chamados. As demais, segundo ele, 'estão em uma situação de controle'. Para 'atacar' o represamento da cirurgia geral, o titular da pasta projeta a realização de um mutirão desta especialidade em 2019. 'Se conseguirmos fazer isso, minha expectativa é de que possamos reduzir o tempo de espera de dois anos, em média, para quatro ou cinco meses, o que já seria mais justo. Precisamos de recursos, obviamente, por isso pedimos toda a ajuda possível para atendermos a população', declarou.

Eletro 

Uma situação que atrasa a realização das cirurgias, de acordo com Schwengber, é a necessidade de realização de eletrocardiograma - exame feito com aparelho ligado a eletrodos, que avalia o ritmo dos batimentos cardíacos em repouso e tem objetivo de ver se há alguma falha na condução elétrica pelo coração.

Para reduzir esta demanda e acelerar a liberação dos procedimentos eletivos, houve o incremento de 10 horas de trabalho para o médico cardiologista do Município e também foi feita uma parceria com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), para onde os pacientes são enviados e realizam o exame.

Hoje, para zerar a fila de espera das cirurgias eletivas, seriam necessários cerca de R$ 900 mil, já que são 444 pacientes aguardando e cada procedimento custa, em média, R$ 2 mil. Além disso, a cada mês são 30 novos pacientes entrando para a lista, ou seja, um por dia, em média.