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Economista detalha processos da recuperação econômica do Brasil

por: Edemar Etges
Data: 12/06/2018 | 17:48
Foto: Edemar Etges / Folha do Mate'O Brasil vive hoje um processo de recuperação da economia, porém, o mesmo ocorre de forma frágil, fraca e lenta'. A afirmativa é da economista Patrícia Palermo, ao falar sobre o tema ´Economia: desafios e oportunidades  à vista`, na palestra durante a reunião-almoço da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Venâncio Aires (Caciva) na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), realizada ontem.   Segundo Patrícia, o cenário de recuperação da economia é frágil porque o país tem um governo enfraquecido com o passar dos anos; é fraco pois no passado, as crises, se comparadas à atual, eram bem mais fortes, mas de recuperação mais rápida; e, é lento porque o Brasil é um país que todos os anos contrata e demite 50% de sua mão de obra produtiva. 'Têm  muitas empresas com a capacidade de produção ociosa e que tem capacidade e condições de produzir muito mais, mas, para isto, não precisam contratar mais mão de obra e este e outros fatores fazem com que o processo de recuperação econômica do Brasil realmente seja frágil, fraco e lento', frisou.  ELEIÇÕES 2018  Patrícia salientou que o processo eleitoral que o Brasil está começando a viver aos poucos e se intensificará nos próximos meses, terá influência direta no processo de recuperação econômica. Segundo a economista, as próximas eleições ficaram mais pobres, ou seja, os candidatos poderão gastar menos e, ficaram mais curtas, pois o período de campanha foi bastante reduzido. 'Com menos tempo e dinheiro, entra em cena um novo personagem, que são as redes sociais para os candidatos fazerem a propaganda', frisou, alertando para a necessidade das pessoas terem cuidado com as falsas notícias sobre os candidatos que são plantadas nas redes sociais.  Ainda segundo Patrícia, as próximas eleições não têm favoritos e ao mesmo tempo, múltiplas candidaturas. 'Quando se tem muitos candidatos, os votos podem se espalhar e alguns com poucos votos, podem ir para o segundo turno', salientou. Ela apresentou uma pesquisa de um instituto realizada nos dias 6 e 7 de junho e divulgada no domingo, 10, que mostra que três candidatos à presidência da República somam 44% das intenções, enquanto nas eleições de 2014, os três primeiros candidatos somavam 75% das intenções de voto. 'Ainda há muitas indefinições de candidatos e de coligações, o que deixa as pessoas com muitas dúvidas', observou, acrescentando que outro aspecto eleitoral é uma eleição sem referências.  Um dos impactos da dinâmica eleitoral é a questão do câmbio, o que conforme a economista, vai depender do que os candidatos vão falar e apresentar como propostas de governo. 'O câmbio pode provocar o rompimento com o compromisso com as reformas ou fortalecê-lo', afirmou.  RECUPERAÇÃO CÍCLICA  'O momento atual de recuperação é cíclica, ou seja, o país está crescendo em cima do crescimento', salientou a economista, acentuando que quem está forçando esta recuperação cíclica, é o consumo das famílias. Patrícia explicou quais os fatores que levaram à melhora do consumo, sendo um deles o controle inflacional, que vem registrando queda nos últimos anos e que os preços estão subindo menos e isto faz com que as famílias mantenham a capacidade de consumir.  'Você pode aquecer a economia, mas não pode aquecer demais, pois vai gerar problemas.' PATRÍCIA PALERMO Economista.  68% pesquisa mostra que este é o índice de brasileiros que não têm partido político.  Sede da Caciva  Na abertura da reunião-almoço, o presidente Vilmar de Oliveira, apresentou o projeto e detalhou o que o prédio próprio da Caciva vai abrigar. Salientou que a construção da nova sede será iniciada logo.
Economista falou na reunião-almoço da Caciva nesta terça-feira

'O Brasil vive hoje um processo de recuperação da economia, porém, o mesmo ocorre de forma frágil, fraca e lenta'. A afirmativa é da economista Patrícia Palermo, ao falar sobre o tema ´Economia: desafios e oportunidades à vista`, na palestra durante a reunião-almoço da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Venâncio Aires (Caciva) na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), realizada ontem.

Segundo Patrícia, o cenário de recuperação da economia é frágil porque o país tem um governo enfraquecido com o passar dos anos; é fraco pois no passado, as crises, se comparadas à atual, eram bem mais fortes, mas de recuperação mais rápida; e, é lento porque o Brasil é um país que todos os anos contrata e demite 50% de sua mão de obra produtiva. 'Têm muitas empresas com a capacidade de produção ociosa e que tem capacidade e condições de produzir muito mais, mas, para isto, não precisam contratar mais mão de obra e este e outros fatores fazem com que o processo de recuperação econômica do Brasil realmente seja frágil, fraco e lento', frisou.

ELEIÇÕES 2018

Patrícia salientou que o processo eleitoral que o Brasil está começando a viver aos poucos e se intensificará nos próximos meses, terá influência direta no processo de recuperação econômica. Segundo a economista, as próximas eleições ficaram mais pobres, ou seja, os candidatos poderão gastar menos e, ficaram mais curtas, pois o período de campanha foi bastante reduzido. 'Com menos tempo e dinheiro, entra em cena um novo personagem, que são as redes sociais para os candidatos fazerem a propaganda', frisou, alertando para a necessidade das pessoas terem cuidado com as falsas notícias sobre os candidatos que são plantadas nas redes sociais.

Ainda segundo Patrícia, as próximas eleições não têm favoritos e ao mesmo tempo, múltiplas candidaturas. 'Quando se tem muitos candidatos, os votos podem se espalhar e alguns com poucos votos, podem ir para o segundo turno', salientou. Ela apresentou uma pesquisa de um instituto realizada nos dias 6 e 7 de junho e divulgada no domingo, 10, que mostra que três candidatos à presidência da República somam 44% das intenções, enquanto nas eleições de 2014, os três primeiros candidatos somavam 75% das intenções de voto. 'Ainda há muitas indefinições de candidatos e de coligações, o que deixa as pessoas com muitas dúvidas', observou, acrescentando que outro aspecto eleitoral é uma eleição sem referências.

Um dos impactos da dinâmica eleitoral é a questão do câmbio, o que conforme a economista, vai depender do que os candidatos vão falar e apresentar como propostas de governo. 'O câmbio pode provocar o rompimento com o compromisso com as reformas ou fortalecê-lo', afirmou.

RECUPERAÇÃO CÍCLICA

'O momento atual de recuperação é cíclica, ou seja, o país está crescendo em cima do crescimento', salientou a economista, acentuando que quem está forçando esta recuperação cíclica, é o consumo das famílias. Patrícia explicou quais os fatores que levaram à melhora do consumo, sendo um deles o controle inflacional, que vem registrando queda nos últimos anos e que os preços estão subindo menos e isto faz com que as famílias mantenham a capacidade de consumir.

'Você pode aquecer a economia, mas não pode aquecer demais, pois vai gerar problemas.'
PATRÍCIA PALERMO
Economista