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De serviços gerais a gerente: 35 anos de história no Posto Schmitz

por: Cassiane Rodrigues
Data: 10/05/2019 | 16:00
Foto: Cassiane Rodrigues / Folha do Mate No local onde trabalha desde os 20 anos de idade, Canelinha se sente feliz e realizado
No local onde trabalha desde os 20 anos de idade, Canelinha se sente feliz e realizado

A rapidez com que se desloca de um ambiente para o outro é parecida com a de um jovem no seu primeiro emprego. De fato, o Posto Schmitz é quase que o primeiro e único emprego de Vanderlei Haas, 55 anos, conhecido como Canelinha. A habilidade no tratamento com o público e a pró-atividade para desenvolver diferentes tarefas o levou a nada mais nada menos que completar 35 anos de atividades no mesmo estabelecimento comercial.

Depois de alguns meses de atuação no Posto Shell, Canelinha foi contratado para o Posto Tropical, que pertencia aos mesmos donos do Schmitz, para onde foi realocado depois de algum tempo. 'Frentista, serviços gerais, trocador de óleo, lavador, já fiz de tudo nesses anos', diz.

Há 10 anos, atua como gerente do estabelecimento, que conta com 15 funcionários. 'Eu gosto bastante do meu trabalho, convivemos com muitas pessoas durante o dia, é muito gratificante', ressalta.

Além de ser conhecido pelo trabalho, Canelinha por muitos anos participou de clubes de futebol do interior do município. 'Tive uma ligação muito forte com o futebol do interior. Ganhei muitos títulos, outros perdi, foi muito bom'.

Ele foi treinador do time de Linha Cecília, São Luiz de Santa Emília, Ipiranga da Linha 17 de junho, 25 de julho de Santa Emília, Juventude de Vila Arlindo e Monterrey, de Linha Hansel. 'Também fui treinador da Copa Custo, um dos veteranos mais antigos de Venâncio, que se originou no Guarani', explica. A avaliação é positiva do período que esteve ligado a algum time de futebol. 'Me trouxe muitas alegrias', comemora.

Sobre o futuro, Canelinha é enfático: 'Só peço que Deus me dê bastante saúde para continuar trabalhando e curtindo o lazer nos finais de semana'.

FAMÍLIA
Canelinha é morador do bairro Gressler. Casado há 35 anos com Vânia Terezinha Hermes Haas, 52 anos, tem quatro filhos. Patrícia, 34 anos; Douglas, 27; Jakson, 25; e Larissa, 23, sendo que os dois mais novos ainda moram com os pais. Ele também é avô de Kauã, 6, filho de Patrícia.

Aos finais de semana, o lazer está na chácara da família em Vila Arlindo. 'Lá é um lugar para descansar e recarregar as energias', destaca. No interior, ele se dedica à pescaria e cavalgada. Para pescar também faz viagens com os amigos. Eles já foram para o Pantanal e Argentina.

Foto: Arquivo Pessoal / DivulgaçãoJakson, Patrícia, Vanderlei, Douglas, Vânia e Larissa na comemoração da formatura
Jakson, Patrícia, Vanderlei, Douglas, Vânia e Larissa na comemoração da formatura

COMUNIDADE
Depois de ser festeiro da Festa do Bastião de 2011, Canelinha se afastou dos campos. 'Como a gente participava de muitos eventos nas comunidades nos domingos à tarde não tinha como assumir os dois compromissos', explica. Ele e a esposa também participam das atividades da Comunidade Santa Rita, do bairro Gressler.

Por que Canelinha?
Vanderlei Haas: 'Isso foi um apelido dado por um amigo meu, o Mauro. Isso foi nos anos 80, a gente jogava muito sinuca na época e existia uma dupla muito famosa chamada Rui Chapéu e Canelinha de Vidro. Então ele começou a me chamar de Canelinha e pegou. Depois participei de times de futebol no interior e ficou o apelido. Hoje todo mundo me conhece por Canela ou Canelinha, muitos nem sabem meu nome.'

Foto: Arquivo Pessoal / DivulgaçãoVanderlei e Vânia com o neto, Kauã, de 6 anos
Vanderlei e Vânia com o neto, Kauã, de 6 anos