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“Começamos a conhecer oportunidades”, diz sul-coreano, sobre visita a Venâncio Aires

por: Juliana Bencke
Data: 09/01/2019 | 18:00

Uma cidade bonita, de pessoas simpáticas e com oportunidades de negócio. Essa é a visão que os sul-coreanos Eduardo Komatsu e Kim Young Joon levarão de Venâncio Aires, após cumprir agenda, no município, na terça e na quarta-feira.

Representante da Câmara de Comércio da União de Cidades Brasileiras na Coreia do Sul, Eduardo Komatsu afirma que, embora o comércio exterior 'não seja uma coisa rápida', as perspectivas de negócio entre a Capital do Chimarrão e a Coreia do Sul são boas.

"Esse primeiro passo, que é o da confiança, de conhecer e ser bem recebido, está indo superbem. Agora, é iniciar as conversas, ver se as condições batem, se interessa aos dois lados. Isso tudo tem que ser estudado", explica.

Foto: Juliana Bencke / Folha do MateKim Young Joon e Eduardo Komatsu, com o diretor de Conteúdo da Folha do Mate, Sérgio Klafke, e o prefeito Giovane Wickert
Kim Young Joon e Eduardo Komatsu, com o diretor de Conteúdo da Folha do Mate, Sérgio Klafke, e o prefeito Giovane Wickert

Acompanhado de Kim Young Joon, CEO da empresa Braxko - com foco na promoção de negócios entre Brasil e Coreia -, e do prefeito Giovane Wickert, Komatsu visitou empresas, setores públicos e instituições de ensino de Venâncio Aires e da região, como o Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).

'Pudemos ter visão abrangente do município. Nos chamou atenção o fato de Venâncio ser o 7º exportador do Rio Grande do Sul e o polo tecnológico que será construído (CVT da Proteína). Começamos a perceber as oportunidades que podem vir a ocorrer futuramente. Algum tipo de parceria ou investimento conjunto', diz o representante da Câmara de Comércio sul-coreana.

Segundo Komatsu, além de o município demonstrar vontade e credibilidade para os negócios, a 'fama' do Sul do país conta pontos para firmar parcerias. 'A região Sul nos passa segurança. As pessoas trabalham com eficiência e uma qualidade muito boa e isso, para o olhar do coreano, é muito bom', analisa.

Representando um grupo de investidores, Kim Young Joon, reforça as observações de Komatsu e ressalta a importância do papel da Câmara de Comércio para que sejam firmados negócios entre países distantes geograficamente e com diferenças culturais e de idioma. 'Quando as empresas querem investir em país desconhecido, querem que um órgão garanta essa confiança. Essa filtragem é feita pela Câmara', salienta.

Setor de alimentos, uma possibilidade

O setor de alimentos foi um dos que chamou a atenção dos sul-coreanos, em Venâncio Aires. Eduardo Komatsu comenta que, atualmente, cerca de 80% do frango importado pela Coreia do Sul vem do Brasil. 

Segundo ele, entre os produtos de destaque em Venâncio Aires, com possibilidade de exportação, está o chá. 'A Ásia consome muito chá', observa. Ele atenta para outro item produzido no município que é novidade na Coreia: a gelatina. 'É um produto que chama atenção, porque a gelatina é uma coisa que o coreano não conhece. Eles comem pronta, mas não sabem desse processo de colocar a água quente e fazer em casa. Além disso, ela é gostosa e é algo que não engorda, o que também chama a atenção, pois há essa preocupação com o corpo.'

Sobre a visita

A visita dos representantes da Coreia do Sul a Venâncio Aires começou a ser programada depois que o prefeito Giovane Wickert esteve no país asiático, em 2017. Além de conhecerem possibilidades de negócio, os representantes da Coreia do Sul conheceram projetos educacionais e outros segmentos de Venâncio, nos quais podem surgir parcerias. 

Entre as áreas de possível cooperação está a dos resíduos sólidos, já que a Coreia é um dos país que mais tem tecnologia para triagem de lixo. Uma nova visita, que pode contar com participação de outros empresários, está projetada para ocorrer em abril ou maio deste ano. 

Descendente de japoneses, Eduardo Komatsu nasceu em São Paulo, mas, hoje, mora e atua na Coreia do Sul. Kim Young Joon, por sua vez, é natural da Coreia, mas residiu no Brasil dois terços da sua vida. Por conta disso, os dois dominam bem a língua portuguesa.