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Operação Golfinho registra média de 19 salvamentos por dia

Estatística foi divulgada nesta sexta-feira

por: Alvaro Pegoraro
Data: 17/02/2017 | 10:17

Desde o início da 47ª Operação Golfinho, em 17 de dezembro do ano passado, foram registrados 1133 salvamentos. Nesse período de 60 dias, foi registrada uma média de 19 salvamentos por dia, sendo inferior a média diária dos últimos dez anos, que marcava 22 salvamentos por dia.

Foto: Brigada Militar / Folha do MatePrevenção evita maior número de salvamentos
Prevenção evita maior número de salvamentos

A praia com maior índice de ocorrências é Capão da Canoa, com 196 salvamentos. Porém, as guaritas que concentram o maior índice de salvamentos são as guaritas 02 e 11 de Torres, com 26 e 27 salvamentos realizados, respectivamente, e em 3° lugar está a guarita 73 de Capão da Canoa, com 23 salvamentos.

A data de 22 de janeiro, domingo, registrou o maior número de salvamentos, com um total de 141, superando o feriado de ano novo, 1º de janeiro, que registrou 123 ocorrências. Destes, 125 ocorreram no litoral norte, onde o maior número foi em Torres, com 28 salvamentos; 11 no litoral sul, sendo todos na cidade de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar; e cinco em águas internas (São Jerônimo, Balneário Pinhal e Rosário do Sul).

Outros dias atípicos foram 21 de janeiro, sábado, com cem salvamentos, dia 8 de janeiro, domingo, com 87 salvamentos, e dia 12 de janeiro, quarta-feira, com 51 salvamentos registrados. Nos demais dias, foram realizados entre dois e 37 salvamentos. Fazendo um comparativo com a média das dez temporadas passadas (22 salvamentos/dia), percebe-se uma redução de 14,17% no mesmo período.

SALVAMENTOS
No entanto, comparando com a edição anterior da Operação Golfinho, que totalizava em seu 60° dia um total de 748 salvamentos, percebe-se que houve um aumento de 34% no número de ocorrências do mesmo período. Entretanto, cabe destacar que o período de veraneio passado foi atípico, com uma considerável redução de salvamentos. Embora não se possa afirmar, estima-se que tal redução deve-se a fatores climáticos, com chuvas intensas e bastante vento, infestação de águas vivas e intervenções preventivas.

Para o tenente coronel Marcelo Maya, Coordenador da 47º Operação Golfinho, a diminuição histórica no índice de salvamentos, mesmo que lenta, está relacionada diretamente às intervenções preventivas dos salva-vidas. "Eles priorizam a orientação e educação do banhista. O salvamento somente ocorre quando não foi possível constatar a situação de risco, normalmente quando o banhista está mais afastado da guarita. Assim, vamos criando, paulatinamente, uma cultura social com base em ações e atitudes voltadas a prevenção, que sem dúvida, tem ajudado muito a reduzir as ocorrências de salvamentos nos últimos anos", explica o oficial.

Até o momento foram registrados oito óbitos em locais balneáveis. No entanto, em águas onde não há salva-vidas ou distante deste, aconteceram 41 mortes em locais como rios, barragens, açudes e outros. Um dos casos foi no arroio Castelhano, em Venâncio Aires, onde um jovem de 17 anos perdeu a vida.

Segundo o setor de comunicação social do comando da BM, neste verão já foram registradas mais de 70 mil intervenções preventivas, sejam elas verbais ou através do apito, que os salva-vidas realizam quando percebem que um banhista está próximo a algum local de risco. O local com maior número de intervenções foi Imbé, que abrange as praias de Imbé Sul e Imbé Norte, representando 12,1% do total realizado até o momento.