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A caturrita Cota é a melhor amiga de Terezinha

por: Kethlin Meurer
Data: 13/10/2015 | 08:00
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Foto: Kethlin Meurer / Folha do MatePor ser uma amiga de longa data, Terezinha deseja ter a Cota por perto durante muitos e muitos anos ainda
Por ser uma amiga de longa data, Terezinha deseja ter a Cota por perto durante muitos e muitos anos ainda

Seguido se escuta falar que o cão é o melhor amigo do homem, mas será que é sempre o cão?
Quem mostra que outros animais de pequeno porte também pode ser grandes amigos, é Terezinha Fernandes, 71 anos, que há 7 tem como companhia diária a caturrita com o nome de 'Cota'. Uma amizade de longa data que se fortalece a cada momento.

Terezinha já teve duas outras caturritas. A Cota é a terceira e a ganhou de presente de uma amiga. Mal ela sabia que aquele bichinho se tornaria um "xodó" e seria considerado como um membro da família. 'Quando ganhei ela, a pobrezinha não tinha penas, então a tratei, ela cresceu e acho que por isso só quer estar comigo', comenta.

Terezinha acorda cedinho, às 6h, e a Cota também. Além disso, a caturrita também toma café da manhã com ela, e o milho não pode faltar. O único problema do bichinho é que pica tudo que vem pela frente, e gostar mesmo, parece que apenas gosta de Terezinha. 'Eu sempre cuidei muito dela e ela se acostumou comigo, quando chega outra pessoa, ela estranha', conta.

COMPANHIA
Assim como muitas outras caturritas, ela também pronuncia algumas palavras. Entre os dizeres mais comuns da Cota, estão 'Vai para tua casa', que, segundo Terezinha, é dito quando o bichinho está brabo. E a caturrita é braba mesmo. Quase ninguém pode chegar perto da cozinha que ela corre atrás, abre o pequeno bico e quer picar. Para a aposentada, a Cota sempre foi uma grande companheira que Terezinha deseja ter por perto durante muitos e muitos anos ainda. 'A gente se apega muito aos bichinhos, e caturritas são os animais que eu mais gosto. Tomara que a Cota esteja por muito tempo junto comigo', destaca.

CURIOSIDADES
De acordo com o médico veterinário Hermes Augusto de Souza, é possível distinguir o sexo de uma caturrita apenas por meio de

Foto: Kethlin Meurer / Folha do MateBraba com os outros, mas um xodó para Terezinha, a Cota já faz companhia a ela durante 7 anos
Braba com os outros, mas um xodó para Terezinha, a Cota já faz companhia a ela durante 7 anos

DNA. É um animal protegido por lei que, em tese, não poderia ser criado em cativeiro por ser silvestre. Entretanto, como existem muitas caturritas, e em alguns lugares elas se tornam uma praga para as lavouras, por consumirem grande parte da produção, o próprio Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autoriza a venda de caturritas para que as pessoas possam criá-las.

O animal vive em média 40 anos na natureza, mas em cativeiro dura menos, em torno de 20 anos. Por não ter nenhum predador natural, a caturrita não está em extinção.
Segundo o médico veterinário, não existe uma limitação de palavras que as caturritas podem pronunciar. Elas falam de acordo com o que é ensinado. 'Conseguem falar em várias línguas, porque apenas imitam sons', complementa.

ALIMENTAÇÃO
A alimentação deste animal na natureza é à base de frutas, sementes, alguns tipos de folhas, cupins, formigas e larvas. Em cativeiro, segundo Hermes, há o hábito errado de alimentar as caturritas apenas com sementes, quando, na verdade, este alimento deveria ser um complemento, e não uma fonte de alimentação.

O profissional destaca que deve ser dada uma fonte de proteína ao animal, além de frutas e legumes. É indicado cupins, mas, como fora da natureza é mais complicado de consegui-los, no lugar, como suplemento, pode ser oferecido uma vez por semana até duas bolinhas de ração de gato. Hermes ressalta que um dos maiores erros das pessoas é dar às caturritas bolachas, restos de comida e alimentos com sal, o que pode fazê-las perder penas, ter problemas de assimilação de nutrientes, entre outros danos.