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'Mulheres Mil': Autonomia feminina no saber e no trabalho

Programa terá nova edição a partir de junho em Venâncio Aires, com qualificação profissionalizante e escolar

por: Maicon Nieland / Carolina Schmidt | Edição: Fernando Uhlmann
Data: 30/05/2014 | 06:30

A costureira Zelair dos Santos, 49 anos, sempre quis obter novos conhecimentos e fazer novas amizades. O programa 'Mulheres Mil' no Instituto Federal Sul Rio Grandense (IFSul) foi uma maneira de realizar o desejo.

No ano passado, se inscreveu nos cursos de Técnico em Informática e Secretariado. Ia às aulas nas terças e quintas-feiras na parte da noite e decidiu pela oportunidade depois de ler reportagens na Folha do Mate sobre o assunto.

 

Foto: Maicon Nieland / Folha do MateCostureira Zelair foi certificado em 2013 e aconselha participação no programa
Costureira Zelair foi certificado em 2013 e aconselha participação no programa

Ela conta que o 'Mulheres Mil' mudou a sua vida. 'E muito. Abriu novos horizontes e fiz novas amizades. Vale muito a pena. Aprendemos muita coisa. Também tivemos palestra.' Tanto mudou sua realidade, que ela pretende participar de outras capacitações.

 

No ateliê de costura, trabalha há três anos. Ela é viúva e reside no bairro Gressler, próximo ao local de trabalho. A mãe de dois filhos, uma moça de 25 anos e um rapaz de 22 anos, foi mais longe. Hoje, ela é estudante do Educação de Jovens e Adultos (EJA) para concluir o Ensino Médio.

Na opinião de Zelair, hoje em dia as mulheres podem ter iniciativas para procurarem os direitos e devem ir atrás de aprendizados.

As mulheres não podem baixar a cabeça. Precisam procurar oportunidades

Inscrições irão até o dia 9 de junho

Na coordenação do programa em Venâncio Aires, Danielle Schweickardt, explica que nesta edição o 'Mulheres Mil' se integrou ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). 'As aspirantes a alunas, elas podem se dirigir até a secretaria de Desenvolvimento Social e levar somente seu CPF pra fazer a pré-inscrição. Lá na secretaria, será repassado uma documentação que depois deve ser levada no IFSul.', explica Danielle.

Para participar é preciso ter idade mínima de 16 anos e a coordenadora reforça que o foco da qualificação são mulheres atualmente afastadas do ambiente escolar. 'Mulheres que estão em algum tipo de vulnerabilidade social, ou que sofreram violência doméstica. Esse grupo a gente quer trazer pra dentro da escola e trabalhar com ela, várias outras questões e não somente a profissionalizante.'

O curso proporcionado a estas 25 vagas será de recepcionista, porém, levará também questões de cidadania e direitos da mulher e a parte de saúde feminina. Com início marcado para 9 de junho, a carga horária é de 240 horas, onde 160 horas envolvem o curso de recepcionista. Conforme Danielle, o tempo equivale a cerca de 15 semanas de aula. Neste período, as alunas recebem auxílio transporte de R$ 12 por dia/aula.


Confira a reportagem completa no flip ou edição impressa de 30/05/2014.