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Fumicultor precisa se precaver antes de contratar os diaristas

por: Edemar Etges
Data: 19/09/2015 | 07:30

Nos últimos dias, diversos fumicultores iniciaram a colheita do tabaco da safra 2015/16. Pensando na segurança dos produtores e evitar complicações futuras com a Justiça e com o Ministério do Trabalho e Emprego (MPT), o presidente do Sindicato Rural de Venâncio Ornélio Sausen, repassa orientações para estes não errarem na hora de contratar a mão de obra dos diaristas.

Foto: Edemar Etges / Folha do MateSeguindo os trâmites legais, fumicultor está isento de problemas futuros
Seguindo os trâmites legais, fumicultor está isento de problemas futuros

Com o início da colheita na região baixa, conforme Sausen, também recomeça a preocupação dos fumicultores com a contratação de diaristas. O dirigente reforça que como representante dos fumicultores, daqueles que contratam e que produzem na terra, tem a obrigação de orientar o produtor a fazer a coisa certa e não trabalhar com medo todos os anos.

O primeiro cuidado é sempre aquele quanto ao período. Sausen frisa que o segurado especial não pode contratar mão de obra por mais de 120 dias por ano, e, por isso, se o produtor ainda não for aposentado, precisa redobrar os cuidados. 'Não coloque peão mais tempo que isso, pois do contrário, você deixa de ser segurado especial naquele ano', orienta.

Muita gente acha que contratar um diaristas como manda a lei, é muito caro e é impossível, mas não é tão difícil assim

Outra pergunta que todos fazem é quanto ao custo. Sausen observa que o primeiro atestado médico admissional está numa base de R$ 40. O salário mínimo mensal está em R$1.019,16, e deve-se calcular mais 20% de insalubridade, o que soma um total de R$1.222,99. O custo total mensal para sócio, para um peão, com o escritório de contabilidade, INSS e FGTS é de R$ 316,67. 'Ninguém vai precisar parar de plantar tabaco por causa desse valor', reforça.