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Federações empresariais avaliam as consequências da paralisação

por: Carolina Schmidt
Data: 03/03/2015 | 09:37

Federações empresariais do Estado realizaram uma avaliação sobre as consequências trazidas pela paralisação no País. A reunião ocorreu, ontem, na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), quando foram apresentados alguns números dos principais prejuízos trazidos à economia gaúcha em duas semanas de protestos. O presidente da Fiergs, Heitor José Müller, chamou a atenção para os problemas de abastecimento que afetam a indústria de forma disseminada, assim como os consumidores.
Sem transporte, há falta de matéria-prima para produção em diferentes setores, como o metalmecânico, por exemplo. Na indústria de transformação, o prejuízo é, em média, de R$ 760,3 milhões em receita líquida de vendas por dia paralisado. Esse valor equivale, em média, a uma perda de 0,4% do PIB anual. Mas o segmento dos alimentos, por lidar com produtos perecíveis, é um dos mais afetados. 'Desde o início, monitoramos a paralisação e suas consequências para a indústria. O abastecimento de peixe para a Semana Santa está ameaçado', alertou Müller. A Páscoa será comemorada em 5 de abril e o problema maior ocorre porque os carregamentos estão paralisados, com o agravante de se tratar de vendas para os Estados do Nordeste, onde estão os principais mercados compradores. Ainda que sejam retomados os embarques, haverá um congestionamento nos destinos. Estima-se uma perda direta de receita líquida de vendas de até R$ 152,3 milhões ao dia para a indústria de alimentos do Rio Grande do Sul.