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Energia Solar: benefícios em curto prazo

por: Carolina Schmidt
Data: 24/05/2015 | 15:00

Em 2012, o Governo Federal homologou o Programa de Geração Distribuída que autorizou os clientes das distribuidoras a instalarem placas solares para gerar a própria energia. Um dos venâncio-airenses que possui o sistema na sua casa é o empresário Fábio Kroth.


A ideia para a instalação surgiu em 2013, quando ele participou da Feira de Hannover, na Alemanha, com uma comitiva de Venâncio Aires. 'Lá qualquer telhado que esteja voltado para a direção do sol possui um painel solar. Esse sistema é muito difundido naquele país.' Depois que retornou ao Brasil, Kroth começou a pesquisar sobre como o procedimento funcionava no Brasil. Foi no começo de 2014 que começou a concretização. Em visita a uma empresa de Santa Cruz do Sul, tomou conhecimento que havia a tecnologia de painéis solares. 'Eles me explicaram que o sistema era simples, solicitaram o projeto e instalação. Eu, somente, tive que fornecer documentos e assinar o que precisava.'
Entre os meses de julho e agosto do ano passado, os equipamentos estavam já instalados na residência. Conforme Kroth, na época, o custo total ficou em torno de R$ 14 mil. O valor de cada painel solar custou em torno de R$ 900 e o inversor de frequência em uma média de R$ 3 a R$ 5 mil cada. 'O que estudei muito foi o valor. Apesar de ser um pouco alto, se colocarmos na ponta do lápis, em questão de sete ou oito anos se recupera o investimento.' Segundo Fábio, o retorno positivo já pode ser percebido a partir da segunda conta de luz. 'Eu fiz o projeto pensando na redução da conta. O resultado veio rápido e satisfatório.'

Foto: Carolina Schmidt / Folha do MatePlacas solares são peças chaves para o sistema
Placas solares são peças chaves para o sistema

O FUNCIONAMENTO

O coordenador regional de Atendimento Corporativo e Poder Público da AES Sul, Cristiano Guedes da Silva, explica como funciona o sistema de geração de energia do Programa de Geração Distribuída. Para que o procedimento, ocorra é preciso instalar as placas solares para converter a energia solar em elétrica por meio de conversores e inversores de frequência.
No entanto, antes disso, ele destaca que um projeto precisa ser feito por um responsável técnico do setor. Em seguida, os dados são encaminhados para a AES Sul para aprovação. 'Depois repassamos, novamente, ao responsável técnico. Se o projeto está dentro das normas necessárias, liberamos para que ocorra a instalação do sistema. Os custos ficam por conta do cliente.'
O próximo passo é a fiscalização e o controle de geração e consumo da residência. 'Havendo excedente de geração de energia, essa diferença é injetada na rede. Também geramos um crédito na conta de luz do cliente se a geração é maior que o consumo.' Conforme Silva, há 29 clientes que utilizam o procedimento de gerar a própria energia na região. Desse número, duas são universidades, um é órgão público, quatro empresas e 22 residências. A maioria das casas é em Santa Cruz do Sul. Outros dez projetos ainda estão em análise.