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Usina de lixo e parque fotovoltaico impressionam

por: Carlos Dickow
Data: 23/08/2017 | 17:24
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Foto: Divulgação / Folha do MateTecnologia de ponta é empregada na usina de lixo coreana, o que impressiona quem não está acostumado com o cenário
Tecnologia de ponta é empregada na usina de lixo, o que impressiona quem não está acostumado com cenário

'Impressionado'. É a palavra mais usada pelo prefeito de Venâncio Aires e presidente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), Giovane Wickert, em suas mensagens - vídeos, áudios e textos - enviadas da Coreia do Sul, onde está participando de missão da Câmara de Comércio e Indústria Brasil - Coreia. Lá, tem a companhia do empresário venâncio-airense Dieter Knak.

Nesta quarta-feira, 23, os representantes da Capital Nacional do Chimarrão e os demais integrantes da missão fizeram duas das visitas mais esperadas. Primeiro conheceram uma usina de reciclagem de lixo, depois foram até o maior parque fotovoltaico da Ásia. Estes dois assuntos - lixo e energia - foram eleitos por Giovane Wickert como os mais interessantes da viagem. E ele disse que o que viu, agradou.

De acordo com relato do prefeito, na usina de reciclagem foi possível acompanhar todo o processo de triagem, separação e, o mais importante, ver o que resulta do lixo. 'É incrível. Após a separação, o material é triturado e incinerado, inclusive com tratamento do gás resultante das etapas, que pode ser expelido no ar. Sobra em média 6% de massa, que é transformada em material utilizado para a produção de cimento e PAVS, aqueles bloquetos de concreto utilizados nos calçamentos urbanos', explicou.

Foto: Divulgação / Folha do MateMaterial para calçamento de vias urbanas resulta do processo na usina de reciclagem de lixo
Material para calçamento de vias urbanas resulta do processo na usina de reciclagem de lixo

Ainda segundo Wickert, cerca de 70% da energia gerada no processo é consumida, mas outros 30% geram créditos que são negociados com a concessionária, normalmente sendo utilizados para abater outros custos. 'Também é importante salientar que nos bairros onde são instaladas estas usinas, são construídos complexos esportivos e de lazer, em uma política de impacto de boa vizinhança. Vimos quadras de futebol, vôlei, basquete e até campo de beisebol. Tudo contribui para um bairro bonito', comentou.

PARQUE - Imagine 50 hectares localizados no topo de um morro tomados de placas fotovoltaicas para geração de energia. Esse lugar existe, é o maior parque fotovoltaico da Ásia e foi visitado pelos integrantes da missão à Coreia do Sul nesta quarta-feira, 23, em Seul. O complexo tem capacidade de geração de 40 megawatts por dia, energia suficiente para garantir o atendimento a uma população de 40 mil habitantes.

'Estamos impressionados com tudo aqui. No parque fotovoltaico, além das placas que acompanham a direção do sol, há ocupação da parte de baixo para plantio de hortifrutigranjeiros, principalmente. Foi um dia de agenda intensa, mas de muito aprendizado', afirmou Giovane Wickert. Ele destacou ainda a importância da busca por alternativas relacionadas ao lixo e à energia: 'Os prédios públicos em Venâncio Aires, incluídas as escolas e os postos de saúde, geram custo de R$ 300 mil por mês de energia'.

Foto: Divulgação / Folha do MateParque fotovoltaico, o maior da Ásia, fica no topo de um morro, com placas que acompanham a direção do sol e sob as quais são plantados hortifrutigranjeiros, especialmente
Parque fotovoltaico, o maior da Ásia, fica no topo de um morro, com placas que acompanham a direção do sol e sob as quais são plantados hortifrutigranjeiros, especialmente. Integrantes da missão fizeram visita nesta quarta

IMPRESSÕES

O empresário Dieter Knak, que acompanha o prefeito Giovane Wickert na missão à Coreia do Sul, fez um relato das experiências vividas até o momento no país asiático. O retorno dos venâncio-airenses ao Brasil está previsto para sábado. Confira o que ele escreveu.

'A Coreia do Sul está em um progresso impressionante, buscando um mercado tecnológico interno e com muitos projetos internacionais. Nota-se que o governo apoia as empresas locais na sua expansão. Povo educado, organizado, cidades limpas, com muita segurança. Talvez estejam perdendo as suas raízes em troca do progresso, que lhes dá uma vida mais confortável. As empresas estão de portas abertas para investimentos internacionais, precisando, primeiramente, criar um vínculo de amizade e confiança para, depois, iniciar o processo de negociação. Um processo, digamos, lento, mas concreto. As inovações até agora vistas nos proporcionam a nítida visão do futuro da Coreia do Sul'.

'O que estamos vendo aqui é o futuro, situações promissoras para qualquer país, e o Brasil ainda está engatinhando em relação a tudo isso'

Dieter Knak, empresário