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Professores e estudantes conhecem aldeia caingangue

Profissionais da rede municipal de ensino participaram de atividades na aldeia Foxá, em Lajeado, para aprimorar conhecimentos sobre a cultura indígena trabalhados em sala de aula

por: Juliana Bencke
Data: 15/04/2018 | 11:00
Foto: Divulgação / DivulgaçãoProfessores da rede municipal participaram do Seminário Foxá, promovido pela aldeia caingangue de Lajeado
Professores da rede municipal participaram do Seminário Foxá, promovido pela aldeia caingangue de Lajeado

No mês que comemora o Dia do Índio, celebrado no dia 19, professores e alunos da rede municipal de ensino de Venâncio Aires tiveram a oportunidade de conhecer uma aldeia indígena e aprender, na prática, sobre costumes e tradições da tribo caingangue Foxá, de Lajeado.

No dia 5, em torno de 40 estudantes de 6º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Benno Breunig, do bairro São Francisco Xavier, participaram do Seminário Foxá, organizado pela escola indígena da aldeia. 'A localização da tribo é no bairro Jardim do Cedro, em Lajeado, por isso, o nome Foxá, que significa Cedro', explica a professora Silvania Carvalho, assessora da Secretaria Municipal de Educação de Venâncio Aires na área da cultura afro e indígena.

Foi uma experiência única. Nada melhor do que vivenciar para poder repassar o conhecimento em sala de aula', Silvania Carvalho, professora.

Além da visita dos estudantes, na manhã do dia 6, professores de Arte, História e Educação Infantil, assim como representantes de equipes diretivas de escolas de Venâncio Aires, participaram do seminário, por meio do qual a aldeia abre as portas para não indígenas, para divulgar suas tradições.

Foto: Divulgação / DivulgaçãoAos 98 anos, pajé Jorge Garcia concedeu bênção aos visitantes
Aos 98 anos, pajé Jorge Garcia concedeu bênção aos visitantes

'Foi uma experiência única, na qual foi possível desmistificar várias questões. Nada melhor do que vivenciar para poder repassar o conhecimento em sala de aula', comenta Silvania, ao citar que o ensino da história e da cultura afro e indígena são assegurados por lei.

Além de conversar com os caingangues, alunos e professores aprenderam sobre pintura corporal e artesanato, conheceram a escola indígena e o dialeto falado pelos caingangues. A atividade ainda contemplou apresentação do grupo de danças Foxá e bênção do pajé Jorge Garcia, de 98 anos. 'Esse pajé circula por todos os estados onde existem aldeias caingangues. Ele ficou um mês na Aldeia Foxá dando ensinamentos. A valorização do idoso é muito grande dentro da aldeia', destaca Silvania.