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Cadú Preuss e Caio Júnior atuaram com a camisa do Guarani

Dupla estava no avião da Chapecoense que caiu na Colômbia

por: Daniel Heck
Data: 29/11/2016 | 09:07
Foto: Cleberson Silva / Blog do RuiCadú é um dos responsáveis pelo crescimento da equipe catarinense
Cadú é um dos responsáveis pelo crescimento da equipe catarinense

O ambiente em Venâncio Aires está pesado, a notícia do acidente envolvendo a delegação da Chapecoense pegou todos de surpresa e faz com que a cidade lamenta o ocorrido com pessoas envolvidas com a comunidade. O principal nome é o de Eduardo Luiz Preuss, o Cadú, ex-jogador do Guarani e atual diretoria da equipe catarinense. Na Capital do Chimarrão, Cadú foi formado nas categorias de base do rubro-negro e, ao lado de Éder Lazzari, fechou o meio-campo da equipe na campanha vitoriosa de 2002.

Como jogador profissional, Cadú passou por diversas equipes do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, tanto que encerrou a carreira na própria Chapecoense, em 2010, com 29 anos. Como era capitão e líder do grupo, foi convidado para assumir a função de diretor de futebol do time catarinense. Desde então, começou o crescimento do time no cenário nacional e a presença do venâncio-airense foi decisiva na competição.

A família de Cadú está se deslocando para Santa Catarina para acompanhar as notícias. Ainda não há confirmações oficiais sobre o estado de saúde do venâncio-airense.

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Outro que estava na delegação e que tem passagem pelo Guarani é o técnico Caio Júnior. Na temporada de 1997, ele integrou o plantel que era treinado por Mano Menezes, mas atuou por pouco tempo antes de ir para o Paraná.

O goleiro Nivaldo também passou pelo Guarani, mas não estava na delegação que viajava para Medellín.

O ACIDENTE

O mundo reza pela Chapecoense na manhã desta terça-feira, em virtude de que o avião em que estava a delegação catarinense caiu próximo na região de Antióquia, na Colômbia. No grupo está o venâncio-airense Cadú Preuss, diretor de futebol e um dos responsáveis pelo crescimento do time no oeste catarinense nos últimos anos. A Chapecoense viajava para disputar a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, em Medellín, na Colômbia, em duelo agendado para a quarta-feira.

A equipe médica do Hospital de Medellín confirmou a morte de 76 pessoas no trágico acidente envolvendo a delegação da Chapecoense. Em entrevista na Rádio Caracol, o chefe da polícia de Antioquia, general José Acevedo, também anunciou a morte desta quantidade de pessoas. "Estamos trabalhando também resgatar os corpos dos mortos entregar às suas famílias. Conseguimos resgatar cinco pessoas com vida. Quando amanhecer, vamos retirar os corpos e iniciar o processo para enviar ao país de origem das pessoas", disse.

Pela área complicada e o tempo instável dificulta o resgate dos passageiros, conforme o general Acevedo. "São 4h30 da manhã. Quando amanhecer, faremos o transporte dos corpos. É um momento muito doloroso para muitas pessoas. Temos de ser solidários aos familiares e dar assistência médica aos cinco sobreviventes. O procedimento do resgate de corpos estará a cargo da polícia."

Segundo informações da rede de notícias Caracol, sobreviveram o goleiro Follmann, o lateral Alan Ruschel, o jornalista Rafael Henzel, a comissária Ximena Suarez. Há informações de que o goleiro titular Danilo havia sobrevivido ao acidente, mas que ao dar entrada no hospital não resistiu aos ferimentos. Posteriormente, o zagueiro Neto foi localizado com vida.