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Novo Fies terá mais juros e menos carência

Condições da na edição do financiamento estudantil são estudadas pelo MEC

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Data: 11/06/2015 | 08:31

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, confirmou ontem a informação de que o MEC estuda ampliar a taxa de juros na nova edição do Fies, que será lançada nos próximos dias. Também está em análise a redução da carência para pagamento - de 18 meses para 12 meses após a formatura.

A proposta mais viável, dentro do governo, é elevar a taxa de juros, hoje de 3,4% ao ano, para 6,5% ou algo próximo a esse índice. O MEC está em negociação com o Ministério da Fazenda para verificar a quantidade de vagas que poderão ser abertas no segundo semestre do ano. A estimativa é de que fiquem entre 80 mil e 120 mil vagas.

Na primeira edição do Fies este ano, foram fechados 252,4 mil novos contratos. Se o teto previsto de 120 mil vagas para o segundo semestre for confirmado, serão, no total, cerca de 372,5 mil adesões ao financiamento em 2015. O número corresponde a 50% dos novos contratos firmados no ano passado.

O MEC avalia ainda incluir, nas novas regras do Fies, que a seleção dos alunos para o crédito estudantil seja feita a partir da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além disso, também será reduzido o limite de 20 salários mínimos de renda. Segundo o ministro, 92% dos contratos são de estudantes com renda familiar de até três salários. Uma nova plataforma digital será usada para as inscrições.

A exemplo do preenchimento das vagas em universidades públicas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), os candidatos ao Fies poderão monitorar a nota de corte do curso pretendido, calculada pelo programa de inscrição. Caso não tenha pontuação suficiente, ele tem a opção de migrar para outras oportunidades.

Janine destacou que todos os financiamentos do Fies existentes serão mantidos até que o aluno termine o curso. 

Estamos fazendo simulações no computador para ver todas as hipóteses, juros, a priorização regional e outras hipóteses que visem dar mais saúde financeira ao Fies', Renato Janine Ribeiro - Ministro da Educação

 


Fonte: O Globo