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Laboratório de Biorreatores da Univates desenvolve pesquisas em parceria com empresas

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Data: 16/05/2014 | 11:20

Relacionar ensino, pesquisa e extensão é um dos objetivos de uma instituição de Ensino Superior. No caso da Univates, as três atividades estão sendo relacionadas com êxito pela equipe do Laboratório de Biorreatores, vinculado ao curso de Engenharia Ambiental, com o auxílio do Escritório de Relações com o Mercado (ERM).

Entre os anos de 2012 e 2013, foram iniciados cinco projetos, realizados pelo laboratório em conjunto com as empresas Naturovos, Ecocitrus, Fontana, Languiru e Fuga. Conforme o coordenador do Laboratório de Biorreatores, professor Odorico Konrad, o objetivo é aproximar o conhecimento acadêmico com o trabalho dessas empresas, tentando solucionar problemas ambientais. 'Além disso, também propomos projetos como o de geração de biogás, voltado para fins energéticos', explica.

De acordo com o professor, a empresa possui o substrato e a Univates analisa o material em escala laboratorial, por meio de parcerias firmadas pelo ERM. Atualmente, estudantes dos cursos de Engenharia Ambiental, Ciências Biológicas e Engenharia de Controle e Automação da Univates atuam no laboratório. 'Acredito que estamos conseguindo relacionar bem as áreas de ensino, pesquisa e extensão', comenta Konrad.

Ele conta que os resultados voltados ao biogás, obtidos na pesquisa em parceria com Ecocitrus e Naturovos, foram elementos importantes para a Agência Nacional do Petróleo (ANP), que está criando uma normativa voltada para o biometano. 'Há cerca de duas semanas, representantes da ANP estiveram na Univates fazendo auditoria nos laboratórios para subsidiar informações para a normativa inédita que está sendo elaborada no país', ressalta Konrad.

Além dos projetos citados, há outros dois sendo colocados em prática. Um deles é em conjunto com o Senai. Trata-se de um estudo específico para resíduos orgânicos da Ceasa, voltado para a produção de biogás. Outro é em parceria com a Sulgás, em que vai ser avaliada a utilização de biometano em motores estacionários e em veículos em movimento, visualizando possíveis desgastes com a utilização do novo combustível veicular que está sendo normatizado pela ANP.

Conforme a gerente do Escritório de Relações com o Mercado, Cristiani Reimers, a meta é promover a interação entre a Univates e a comunidade, intermediando negociações e transferindo o conhecimento produzido na Instituição, visando ao desenvolvimento regional. 'Um dos objetivos do ERM é promover condições para o desenvolvimento de novas tecnologias, sem esquecer do papel da tecnologia como agente transformador capaz de melhorar a qualidade de vida da população', salienta Cristiani.

Para ela, na relação entre universidade e empresas, existem ganhos para os dois lados, pois as empresas visualizam nas universidades uma fonte de conhecimento e de informação para o desenvolvimento de novos produtos e a melhoria de seus processos. 'Já as universidades veem nas empresas uma fonte para aumentar fundos para a pesquisa acadêmica, testar a aplicação prática da pesquisa e criar oportunidades de estágio e emprego para os estudantes. Além disso, é possível criar novas oportunidades de negócios, por meio da transferência de tecnologias', completa Cristiani.

Colaboração entre meio acadêmico e setor industrial gera bons resultados

De acordo com o coordenador técnico de processos da Naturovos, Fábio Koch, a cooperação entre o meio acadêmico e o setor industrial colabora para o desenvolvimento científico e tecnológico, principalmente quando existem ações de fomento nesse sentido. Ele conta que a empresa atua, desde 2011, com o Laboratório de Biorreatores da Univates.

A colaboração resultou em estudos sobre performance de substratos orgânicos, validações de desempenho e produção de biogás, além do acompanhamento do projeto localizado em Montenegro para produção de biometano, em parceria com a empresa Sulgás. 'Por se tratar da primeira planta piloto de produção em escala comercial de biometano no Brasil, o projeto proporciona externalidades positivas para toda a rede de parceiros', ressalta.

Koch destaca que, neste momento, a Univates é a única instituição de Ensino Superior no país a fazer uso de biometano veicular. 'Isso só foi possível por meio da cooperação, do compartilhamento de resultados e de um posicionamento único de realmente querer fazer parte de um processo inovador', completa.

 


Fonte: Assessoria de Imprensa da Univates