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E se o preço dos livros fosse padronizado?

por: Ana Carolina Becker
Data: 04/07/2015 | 17:00
Foto: Divulgação / Folha do MatePadronização seria a melhor solução?
Padronização seria a melhor solução?

 

Vive-se hoje a era da pesquisa. Os consumidores buscam o produto mais barato, por isso optam pelo preço mais baixo em grandes livrarias. Pensando nisso, uma lei de preço fixo para os livros no Brasil pode levar ao fortalecimento da cadeia produtiva do setor, com a democratização do acesso.

O debate foi levantado na 13ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). O presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Marcos da Veiga Pereira, explicou que a proposta é que nos primeiros 12 meses após o lançamento de cada livro, a obra tenha o preço fixado pela editora responsável, com um desconto de, no máximo, 10%. De acordo com ele, atualmente ocorre uma depreciação do valor do livro por parte de grandes redes e lojas online, o que prejudica o pequeno e o médio livreiro.

'Se você encontra o varejo vendendo o livro com 40% de desconto, como ocorre hoje, você cria uma situação de competição predatória. O pequeno livreiro, o livreiro médio ou mesmo o grande livreiro, para competir com o varejo online, tem de abrir mão de uma margem que não tem. Ele precisa dessa margem para fazer face a todo o investimento que tem na loja, os funcionários, o acervo, os serviços que presta', disse Pereira.

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN), autora do projeto, disse que a experiência é bem-sucedida em países como a França e a Alemanha. Ela lembra que o Brasil tem cerca de três mil livrarias e que o leitor será beneficiado com o preço fixo, projeto que também deve incentivar a abertura de mais pontos de venda de livros.

Mais informações na edição impressa deste final de semana.