fechar

Uma princesa de braços abertos para receber a comunidade

por: Taís Fortes
Data: 15/11/2018 | 09:00

É com os olhos cheios de lágrimas que a princesa da Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim), Thaíse Olívia Stumm Fagundes, 21 anos, conta como têm sido a sensação de ser uma das soberanas da maior festa de Venâncio Aires. 'A melhor coisa que tem é chegar nas comunidades e eles virem pedir para tirar uma foto e abraçar a gente. Isso não tem preço.'

Há exatas duas semanas, a estudante de Direito, tem vivido com intensidade os primeiros dias de reinado. Com o apoio e o carinho da família, ela tem conciliado o estágio no Fórum de Venâncio Aires, os estudos e os compromissos de divulgação da festa, que ocorre em maio do ano que vem. Apesar de ser uma rotina agitada, Thaíse garante que se dedicará ao máximo para fazer valer cada segundo.

Foto: Taís Fortes / Folha do MateThaíse quer ser uma soberana disposta a acolher a comunidade e demonstrar todo o amor que tem pela Fenachim
Thaíse quer ser uma soberana disposta a acolher a comunidade e demonstrar todo o amor que tem pela Fenachim

'Não gosto de fazer as coisas pela metade. Eu quero que as pessoas percebam que eu estou ali por amor, porque eu quero, porque é o meu sonho. Quero que elas se sintam tão felizes quanto eu estou em fazer parte do trio. Que elas se sintam acolhidas na nossa festa do mesmo jeito que elas estão acolhendo a gente nas comunidades', relata. E a mãe, Eliana Carine Stumm, confirma: 'tudo que ela bota a mão, ela faz. A Thaíse é muito dedicada.'

Fã de dançar e sempre pronta para dar um abraço ou conversar com alguém, a jovem que diz ter facilidade em fazer amigos, tem se divertido muito durante as visitas oficiais como soberana da Fenachim. 'Chego nos lugares e já pergunto quem vai me tirar para dançar. Como eu me dediquei ao concurso, eu quero poder me dedicar à festa. Quero ir em todas as comunidades, dançar com todo mundo', comenta. Ela ainda ressalta a alegria que sente ao receber a atenção das crianças e de todas as pessoas por onde tem passado. 'Quero que eles saibam que o carinho que eles estão me dando é o mesmo que eu tenho por eles.'

E é desta forma que Thaíse quer ser lembrada: como uma soberana que se dedicou à Fenachim, que demonstrou o amor que tem pela população de Venâncio Aires e também pela festa e que representou a todos. 'Já está sendo incrível tudo isso. E eu espero que as pessoas olhem para mim, no final de tudo, e digam: ela fez por amor, ela fez valer a pena, ela nos representou.'

Foto: Taís Fortes / Folha do MateEmocionada, Thaíse recorda pelas fotos momentos da sua infância e adolescência ao lado de familiares e amigos
Emocionada, Thaíse recorda pelas fotos momentos da sua infância e adolescência ao lado de familiares e amigos

Para a família, o título conquistado pela jovem é motivo de muito orgulho e de sentimento imenso de que toda a caminhada durante o concurso valeu a pena. 'Estou emocionada e muito feliz. Orgulhosa de ter a minha neta como princesa da Fenachim. A gente não tem palavras. Tudo que a gente fez valeu a pena. Ela venceu por mérito dela', relata a vó materna de Thaíse, Loiva Terezinha Stumm.

Para Eliana, o sentimento também é de orgulho. Emocionada, ela lembra do dia em que a filha disse, quando criança, enquanto elas visitavam a Fenachim, que ela também queria ser soberana um dia, e depois quando a jovem enviou uma mensagem para ela perguntando o que significava ser rainha da maior festa de Venâncio Aires. 'Às vezes quando chego do trabalho e ela já foi para a faculdade, eu vou no quarto dela, pego a coroa na mão, olho e começo a chorar de novo. Porque me lembro de tudo, sabe?', relata.

Foto: Taís Fortes / Folha do MateMãe e vó de Thaíse destacam o orgulho e a emoção da família em ver Thaíse ser uma das soberanas da Fenachim
Mãe e vó de Thaíse destacam o orgulho e a emoção da família em ver Thaíse ser uma das soberanas da Fenachim

A EMOÇÃO DO ANÚNCIO

Foi quando começaram a falar as características da primeira princesa a ser anunciada, que os familiares de Thaíse já foram sentindo a emoção de vê-la ser coroada. A mãe conta que o sentimento de ouvir o nome dela ser chamado foi tão grande que ela não aguentou ficar de pé. 'No que falaram a candidata de número 24 eu não senti mais as minhas pernas e fui ao chão', recorda Eliana, em meio a lágrimas. 'Não conseguia parar em pé de tão trêmula que estava', acrescenta.

Quem também estava muito emocionada era a dona Loiva. 'Chorei muito. Fiquei muito feliz e emocionada na hora. É um orgulho muito grande, mas algo já me dizia que ela ia ganhar', destaca. As três ainda observam que a família toda se mobilizou para tornar esse sonho real e que a coroa conquistada pela jovem no dia 1º de novembro é de todos.

Para Thaíse, a data do concurso foi a que ela se sentiu mais tranquila. Apesar de não ter conseguido comer durante o dia, ela recorda que teve uma boa noite de sono. 'O vô (Pedrinho Luiz Vogel) disse: não era tu em cima do palco. Tu estava muito calma, muito serena', lembra ela em meio a risos. De acordo com Thaíse, a emoção maior foi quando voltou à passarela, já como princesa da Fenachim, e olhou para sua torcida. Lá, além da mãe, dos avós e de outros familiares, também estava emocionado o dindo Éder Cristino Stumm, que a jovem destaca que também foi fundamental nesta caminhada.

E é com um sorriso no rosto que a princesa da Fenachim, que aos 10 anos também conquistou o título de Garota São Franscisco Xavier, garante: 'se as pessoas forem para a nossa festa do jeito que elas estão dizendo que vão. Se a gente conseguir recepcionar elas da forma que estamos fazendo o nosso convite, a Fenachim vai ser um sucesso.'

Foto: Taís Fortes / Folha do Mate Ágatha Luíza e Simon Júnior são os animaizinhos de estimação de Thaíse, além da égua Eva Morena
Ágatha Luíza e Simon Júnior são os animaizinhos de estimação de Thaíse, além da égua Eva Morena

'Já está sendo incrível tudo isso. E eu espero que as pessoas olhem para mim, no final de tudo, e digam: ela fez por amor, ela fez valer a pena, ela nos representou.'
THAÍSE FAGUNDES
Princesa da 15ª Fenachim

Infância recheada de aventuras

Histórias para contar do tempo de criança é o que não faltam para a princesa da Fenachim. A vó, recorda que ela já nasceu atropelando tudo. 'A Thaíse nasceu de sete meses. Ela tinha pressa para sair', lembra. Neste período a vó Loiva, o anjinho na Terra, como Thaíse chama, foi o braço direito da Eliana e ajudou nos primeiros cuidados com a neta.

E os acontecimentos não param por aí. Teve fuga para o campo do Guarani para jogar bola, dente quebrado andando de patinete, muita brincadeira com carrinho de rolimã e jogo de futebol. 'Era uma menina que valia por uns dez meninos. Vivia com as canelas roxas. Até podia dar uma boneca, mas servia só para ela destruir, porque ela gostava de bicicleta, de jogar futebol, de correr na rua, de andar de patinete', recorda a mãe de Thaíse. Mas além das manchas roxas, as "artes" da infância também renderam à jovem muitas risadas e momentos alegres para recordar.