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Sinditabaco e Afubra criticam manifestações da Chefe do Secretariado da Convenção-Quadro

Para as entidades, Vera Costa e Silva desconhece a realidade do setor

por: Letícia Wacholz - Enviada Especial | Edição: COP 7 NA ÍNDIA
Data: 16/11/2016 | 11:33
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Foto: Letícia Wacholz / Folha do Mate Líderes da indústria, fumicultores e trabalhadores puderam defender números e projetos para o chefe da delegação Brasileira, o Embaixador Tovar da Silva Nunes
Líderes da indústria, fumicultores e trabalhadores puderam defender números e projetos para o chefe da delegação Brasileira, o Embaixador Tovar da Silva Nunes

Em coletiva de imprensa, a Chefe do Secretariado da Convenção-Quadro, Vera Costa e Silva mandou recados para a indústria e à Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). Segunda ela, o olhar da indústria é apenas econômico e afirmou que a entidade que representa os plantadores de tabaco é uma fachada da indústria.

Para o presidente do Sinditabaco, Iro Schünke, a Conferência das Partes está no rumo errado ao focar no combate à indústria. 'O objetivo não é tratar de saúde? A indústria é legalizada e como qualquer empresa deve visar lucro', declarou.

Nas afirmações de Vera ela disse que não se pode relacionar aumento de impostos com aumento de contrabando, no entanto, segundo Schünke, desde que se implantou uma política de impostos o Brasil vem registrando aumento no comércio de cigarros contrabandeados, 'tanto que uma das marcas mais vendidas atualmente é do mercado ilegal', destaca.

O líder do Sinditabaco lembra que toda a cadeia produtiva apoia a ratificação do protocolo de combate ao mercado ilícito, que ainda depende de aprovação no Congresso Brasileiro.

Também criticou o discurso de que a Convenção protege o elo mais fraco, o produtor. ' Como não são contra? No momento que querem terminar com o produto acaba-se com a produção. São muito contraditórios, eles dizem que estão cuidando do produtor mas eles são eles que estão protestando e apelando proteção', disse.

Segundo o Sindicatabaco, o Brasil é um dos países mais adiantados em projetos de proteção e cuidados com meio ambiente, oferecendo assistência direta ao produtor.

'É preocupante esse desconhecimento'

A Afubra lamentou o que chamou de desconhecimento de leis de mercado. Para o Secretária-executivo da entidade, Romeu Schneider, é preocupante o desconhecimento sobre o trabalho da Afubra. 'Se ela [Vera] aceitasse conhecer a Afubra, com certeza, mudaria de opinião. Uma entidade que existe há 61 anos e conhecendo o respeito que os associados têm em relação aos serviços pré-datados ela não diria uma inverdade dessas', disparou.


 

'É preciso lembrar dos trabalhadores da indústria, diz Fentifumo

Pela primeira vez uma entidade que representa os trabalhadores da indústria participou de uma Conferência das Partes para o Controle do Tabaco.

Para o presidente da Federação dos Trabalhadores das Indústrias do Tabaco, que tem o sindicato de Venâncio Aires associado, foi importante mostrar que além do produtor, milhares de pessoas contam com uma vaga de emprego nas indústrias. 'Nas regiões de Santa Cruz e Venâncio, por exemplo, são as empresas que mais geral postos de trabalho', cita o presidente José Milton Kuhnen. São mais de 40 mil trabalhadores representados pela entidade.

Conforme o dirigente, apesar do trabalho da Conferência ser muito voltado à defesa do produtor, as medidas restritivas também prejudicam o trabalhador da indústria. 'Enquanto se bate na indústria legalizada, o contrabando cresce. Já são em torno de 35? do consumo nacional', enumera.