A Justiça condenou a 28 anos de prisão o acusado de abusar sexualmente de uma filha e agredir um filho. Antônio da Luz, 45 anos, foi preso dia 28 de janeiro e negou as acusações, principalmente a de incesto.
A garota estava grávida e o menino contou que às vezes era obrigado a dormir no meio do mato para não apanhar do pai. A situação era tão grave que a mãe das crianças havia abandonado o lar, uma casa localizada em uma propriedade rural, no interior de Venâncio Aires.
Luz foi preso na divisa de Venâncio Aires e General Câmara, depois de fugir do local onde morava - um casebre de chão batido e com péssimas condições de higiene.
Os agentes do Setor de Investigações fizeram buscas e o prenderam. Antes de ser encaminhado ao Presídio Regional de Santa Cruz do Sul, onde permanece preso, ele levou os policiais até o local onde escondia um revólver. A arma estava enrolada em um saco plástico e enterrada em um formigueiro, dentro de um matagal, distante aproximadamente 500 metros de onde morava.
PERDIDO
Esta triste história veio à tona na madrugada do dia 10 de janeiro passado, quando a Brigada Militar encontrou o filho de Luz no centro da cidade.
O garoto de 11 anos estava perdido e não sabia dizer aonde morava. Os brigadianos tentaram descobrir o endereço da sua casa, mas ele se negou a voltar. Foi encaminhado ao Conselho Tutelar (CT), que cuidou da situação. Ele narrou fatos vivenciados no seu dia-a-dia, de abusos e agressões, e o caso foi registrado na Delegacia de Polícia. Desde então, o menino foi afastado do convívio do pai.
A partir deste episódio, o CT acompanhou o caso e descobriu, entre outras coisas, que a irmã do menor, de 13 anos, estava grávida. A adolescente relatou que era abusada há anos. Por sorte do destino, depois de ser tirada da convivência do pai, teve um aborto espontâneo. A outra filha de Luz, de 9 anos, não era violentada. Hoje, todos estão sob a guarda do CT.
Condenado a 28 anos, Luz recebeu direito de recorrer da sentença. No entanto, permanecerá preso enquanto aguarda a nova decisão da Justiça.
ESTUPRO E AMEAÇAS
Esta semana, uma moradora do interior do município pôs fim a uma violência sofrida por sua filha, há mais de um ano. Ela foi até a DP e contou que a menina foi estuprada por seu companheiro. A mãe soube que após o ato, o homem passou a ameaçar a filha. Agora, ao saber que a violência veio à tona, o ele também ameaça a mulher de morte.
A vítima foi violentada quando tinha 11 anos. Ela relatou em detalhes como tudo aconteceu e só agora decidiu contar tudo à mãe, pois temia por sua vida. A mulher indagou o companheiro e passou a ser vítima das ameaças.
Situações como esta engrossam as estatísticas da polícia. Números do Posto de Atendimento à Mulher (PAM) mostram que mais de 70% das vítimas são abusadas pelos padrastos, companheiros ou namorados da mãe. "Na maioria dos casos, os abusadores são pessoas de confiança da vítima", revela a coordenadora do PAM, Maria Izonete Bertran. Entram nestes números pais, avós, tios, padrinhos e vizinhos.
| [+] veja mais | ||
|
|
Guia de Serviços
LEITOR REPÓRTER
NEWSLETTER