O Hospital São Sebastião Mártir (HSSM) completa hoje 75 anos. Fundado em 22 de julho de 1935, por iniciativa de um grupo liderado pelo cônego Albino Juchem, pelo prefeito Arthur Rocha e o pelo médico Reinaldo Schmaedecke, o surgimento e o desenvolvimento da instituição foi possibilitada através do apelo comunitário.
Hoje ainda, o apoio da população, do poder público e da iniciativa privada permite que se desenvolva e modernize suas instalações, atendendo uma demanda que aumenta a cada ano na área da saúde.
Mas o São Sebastião Mártir não foi o único hospital que Venâncio Aires já teve. Conforme artigo do comerciante e diácono Willibaldo Lenz, publicado na Folha do Mate de 19 de julho de 1985, antes do HSSM, no final do século 19 início do 20, além dos poucos médicos que atendiam em suas residências, haviam hospitais particulares.
CONSTRUÇÃO
A ideia de construir um hospital comunitário surgiu em 1931. O vigário Albino Juchen sugeriu que fosse administrada por irmãs. Mas, só quatro anos depois, ele, o então prefeito Arthur Rocha e o médico Reinaldo Schmaedecke iniciaram um movimento. A nova casa de saúde entrou em funcionamento em 22 de julho de 1935, em um prédio alugado também na Osvaldo Aranha, tendo à testa, como primeiro presidente, Arthur Selbach.
Inicialmente, os trabalhos eram realizados por enfermeiras leigas, até que, no ano seguinte, em 22 de outubro, as irmãs da Divina Providência assumiram a instituição.
No período começou também uma nova mobilização na comunidade, desta vez com um objetivo mais audacioso: construir um prédio próprio. Um mutirão buscou contribuições na cidade e no interior e, ao final daquele 1936, se iniciaram as obras em um terreno parte adquirido de Cândida Bogorny e parte doado pela Arquidiocese.
As obras foram concluídas em 1938. O prédio tinha dois pavimentos com um apartamento destinado a clausura das religiosas. Haviam duas salas de cirurgias, salas para curativo, sala para esterilização, capela, escritório, cozinha, copa, despensa, rouparia etc, 24 quartos e 35 leitos.
A mudança para o novo local ocorreu em 31 de março. Em pouco mais de um ano, constatou-se a necessidade de ampliação e, em terreno ao lado, adquirido dos herdeiros de Pedro Konzen, foi construído, então, um anexo para doentes que necessitavam isolamento.
A partir daí, muitas mudanças ocorreram. Em 1981 se encerraram as atividades das Irmãs da Divina Providência junto ao Hospital.
Em 1985, quando completou 50 anos, o HSSM tinha 187 leitos distribuídos em um complexo totalmente diferente do prédio original. Praticamente dobrou de tamanho. O Corpo Clínico tinha 23 médicos e a estrutura comportava um laboratório, Banco de Sangue e farmácia. O número de funcionários ultrapassava a 140.
CRESCIMENTO
Outro grande salto da instituição, se deu na década de 1990, quando começou uma nova campanha de ampliação do HSSM, especificamente para qualificar as estruturas do Centro Obstétrico, do Bloco Cirúrgico, do Laboratório de Análises Clínicas e do Ambulatório. Três anos depois se iniciaram as atividades do serviço de Hemodiálise.
Desde então, uma série de inovações foram se sucedendo, como as novas instalações do Centro Obstétrico, do Bloco Cirúrgico, do Laboratório de Análises Clínicas, do Banco de Sangue, da Fisioterapia, do Pronto Atendimento, da Unidade Azul, da Pediatria e da recepção; dos serviços de tomografia e mamografia, e das reformas do Centro de Tratamento Especial (CTE) e da Maternidade. Em 2003 a iniciativa privada foi procurada para financiar um projeto orçado em R$ 116.569,08, para contemplar dez projetos distintos.
O apoio veio da CTA-Continental e da Indústria Brasileira de Fumo (Brasfumo). Estre as realizações, se destacam a reforma do Centro Cirúrgico, contemplando seis salas de cirurgias e a ampliação da sala de recuperação, com capacidade para 16 leitos. O novo ambiente, que leva o nome ‘Dr. Pedro Antônio Thomaz da Silva’, foi inaugurado em março, na presença da governadora Yeda Crusius.
Hoje, a instituição possui uma área construída de mais de 9 mil metros quadrados e oferece 189 leitos (incluindo SUS) nas diversas clínicas existentes, além dos leitos de observação e recuperação. O número de funcionário ultrapassou a 290. Das obras que estão em andamento, destaca-se a construção da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), sob responsabilidade de uma comissão própria.
Mas a direção da instituição não descansa e tem outros projetos esboçados, mas que dependem de recursos, como a reforma da cozinha e das copas em cada andar e a construção da Ala Psiquiátrica, onde atualmente localiza-se as capelas mortuárias.
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