Folha no Ar Terra

Sobre a visita de Bolsonaro

por: Sérgio Klafke
Data: 21/03/2019 | 01:10

O presidente Jair Bolsonaro visitou nesta semana o presidente dos Estados Unidos Donald Trump na Casa Branca, encontro de dois governantes de direita, que alvoroçou extremistas de esquerda e de direita, assim como fora quando Lula e Dilma foram recebidos por Barack Obama, governantes de esquerda. Vejo gente curiosa pra saber o que Bolsonaro e Trump falaram em sala fechada. Claro que tinham tradutores e o inglês é a língua de comunicação nestas situações, como fora com Lula e Dilma.
Estes fatos me fazem lembrar 1998, quando estive nos Estados Unidos e visitei a Casa Branca, a frente, claro. Nas conversas da visitação técnica que fizemos em jornais americanos, de grandes e pequenas cidades, ouvi muitos elogios ao nosso então presidente Fernando Henrique Cardoso, chamado por eles de Presidente Cardoso, pelo fato dele ter equilibrado o Brasil economicamente com o Plano Real, de falar inglês fluente e ter postura de Chefe de Estado.
Na visita de Bolsonaro, Trump acenou com apoio para o Brasil integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) organização de defesa militar e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Trocando em miúdos, Trump quer o Brasil de Bolsonaro no grupo dos países ricos.
Isso em remete a uma similaridade. Lula tirou milhões de brasileiros da pobreza num canetaço. Decretou que famílias que ganhavam mais de dois salários mínimos passariam a ser de classe média, de um dia para o outro. Bolsonaro articula com Trump tornar o Brasil um país rico da noite pra dia, num canetaço. Enquanto isso continuamos, todos, na nossa luta diária enfrentando a dura realidade.
Somando tudo, penso que a visita de Bolsonaro foi muito válida e importante na reconstrução da relação entre Brasil e Estados Unidos. São as duas maiores democracias do ocidente, como disse Trump.

 

Comentários


PERFIL

Sérgio Klafke


Diretor de Conteúdo da Folha do Mate, com formação em Ciências Econômicas e registro de jornalista profissional provisionado, tem a vida de trabalho toda ligada ao jornal. Iniciou em julho de 1973, com 12 anos, quando a Folha do Mate tinha nove meses de circulação, como entregador de jornal. Nestes já 40 anos de Folha, atuou em todos os setores. Foi repórter, contato publicitário, diagramador, editor, coordenador comercial e diretor. Como colunista político nas últimas décadas, centra suas ações em palavras de apoio à todas as boas iniciativas e de cobrança àquilo que entende não estar correto.

BUSCA
CATEGORIAS
LINKS ÚTEIS
ÚLTIMOS POSTS