Folha no Ar Terra

Ruídos no governo

por: Sérgio Klafke
Data: 21/04/2018 | 01:04

A reunião da Câmara de Vereadores na segunda-feira voltou a mostrar descontentamento de vereadores com o Governo Municipal. Os três vereadores de oposição, Tiago Quintana, Ana Claudia e Sid Ferreira, todos do PDT, anunciaram que até agora deram trégua para o Governo, mas que vão começar a cobrar promessas feitas e que não estão sendo cumpridas. Situação normal. O que é anormal são manifestações de vereadores governistas. Gilberto dos Santos (PTB) agricultor da Picada Nova, foi o vereador mais votado, presidiu o Legislativo no primeiro ano do mandato e se disse decepcionado com a politica e pela falta de atendimento do Governo aos agricultores, que ele representa.
Eduardo Kappel (PP) cobrou o prefeito Giovane por ter ido na Caciva fazer palestra, falar em obras que fez e não citar que recebeu dinheiro economizado na Câmara de Vereadores.
Tá faltando entendimento ai, e quem assumiu a função de conduzir as relações do Executivo com o Legislativo, é o vice-prefeito Celso Kramer (PTB). E aí tem outra situação pra ajustar: Kramer, nas suas andanças fora de Venâncio, preparando sua campanha para deputado estadual, teria se queixado da falta de maior apoio do prefeito Giovane Wickert (PSB) à sua candidatura.
Kramer diz que é candidato dos dez partidos que estão no governo. Penso que está superestimando. Ele pode ser candidato do governo, mas é preciso lembrar que cada partido tem seus candidatos também. E, o mais importante, existe um regramento, determinado pelo prefeito Giovane, que impede agentes do governo usarem a máquina pública para trabalhar por campanha para deputado.
Por todos os fatos, fica visível que é preciso ajustar, até com urgência, as relações no governo Celso/Giovane, que é integrado por dez partidos ( PSB, PTB, PSD, PP, PRB, Rede, PRP, PCdoB, PR e PROS) e tem a maioria na Câmara de Vereadores.

 

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PERFIL

Sérgio Klafke


Diretor de Conteúdo da Folha do Mate, com formação em Ciências Econômicas e registro de jornalista profissional provisionado, tem a vida de trabalho toda ligada ao jornal. Iniciou em julho de 1973, com 12 anos, quando a Folha do Mate tinha nove meses de circulação, como entregador de jornal. Nestes já 40 anos de Folha, atuou em todos os setores. Foi repórter, contato publicitário, diagramador, editor, coordenador comercial e diretor. Como colunista político nas últimas décadas, centra suas ações em palavras de apoio à todas as boas iniciativas e de cobrança àquilo que entende não estar correto.

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