Por que o público custa mais caro?

por: Sérgio Klafke
Data: 07/01/2017 | 01:08

No final do ano passado a Folha publicou reportagem mostrando levantamento da Firjan, apontando o alto custo da saúde pública em Venâncio se comparada com o Brasil, levando com conta o custo por atendimento. Tivemos que encarar 'nariz torcido'.
Agora o novo prefeito, Giovane Wickert (PSB), ao ser questionado pela editora da Folha, Letícia Wacholz, na primeira coletiva, segunda-feira, 2, sobre como garantir as vagas da educação infantil, deu uma resposta que põe mais convicção na tese de que o que é público é mais caro.
Para atender as vagas que faltam para crianças de 0 a 3 anos, que são obrigação dos Municípios, Giovane disse que é mais barato para a Prefeitura comprar vaga em escolas infantis particulares, do que manter uma Emei. Disse que uma Emei para 60 crianças custa R$ 1,5 milhão ao ano para a Prefeitura. Cita que a Confederação Nacional dos Municípios divulga média nacional com custo de R$ 840 mil para 60 crianças. Se comprar vagas na rede particular, com valor entre R$ 540 e R$ 600 por criança, que é o valor atual, o custo para 60 crianças será de R$ 400 mil por ano.
Se tanto na escola pública como na privada as despesas são as mesmas, com alimentação, material, pessoal, água, luz etc...como uma escola pública custa três vezes mais do que uma particular?

Novas Emeis
Giovane disse que vai concluir os projetos que ainda são do governo Airton Artus (PDT), do qual ele foi vice-prefeito, e não pretende construir mais escolas, por dois fatores; por ser mais barato comprar vagas na rede particular, mas também pelo índice de natalidade decrescente. Airton Artus já citava e Giovane tem a mesma visão, de que é preciso ter cuidado para não sair construindo Emeis. O número de filhos por casal diminui cada vez mais. E estão certos; é preciso acompanhar essa curva de nascimentos de crianças para poder planejar, mas também levar em conta o crescimento da cidade.
Giovane quer concluir a Emei do bairro Brands (60 vagas), onde falta mobiliário e pessoal e a Emei do bairro Xangrilá, a maior de todas, com 188 vagas, que está em construção. Se tiver fôlego, ainda quer construir a primeira Emei no interior, no distrito de Vila Mariante. Lembro que ele tem ainda a promessa de campanha de criar uma Emei noturna.

 

Comentários


PERFIL

Sérgio Klafke


Diretor de Conteúdo da Folha do Mate, com formação em Ciências Econômicas e registro de jornalista profissional provisionado, tem a vida de trabalho toda ligada ao jornal. Iniciou em julho de 1973, com 12 anos, quando a Folha do Mate tinha nove meses de circulação, como entregador de jornal. Nestes já 40 anos de Folha, atuou em todos os setores. Foi repórter, contato publicitário, diagramador, editor, coordenador comercial e diretor. Como colunista político nas últimas décadas, centra suas ações em palavras de apoio à todas as boas iniciativas e de cobrança àquilo que entende não estar correto.

BUSCA
CATEGORIAS
LINKS ÚTEIS
ÚLTIMOS POSTS