Folha no Ar Terra

Krämer 'paga' pelas exonerações

por: Sérgio Klafke
Data: 12/02/2019 | 01:10

A exoneração de dois CC's do PSD do governo municipal mostra que o caminho é o mesmo de sempre. Ou está ou não está no time. Nelsoir Battisti, vereador PSD, alegando respeito ao seu eleitor, se negou a apoiar Duda Kappel (PP) como candidato a presidente da Câmara pela bancada governista. Foi 'rifado' e acabou se juntando aos poucos da oposição liderando uma chapa contrária. Isso foi em dezembro. O 'caldeirão ferveu' e muitos no governo cobravam as cabeças do PSD. Passados dois meses, o prefeito Giovane Wickert (PSB) saiu em férias e o vice Celso Krämer (PTB) assumiu, e exonerou Marcos Hüttmann, que era assessor, mas que comandava a secretaria do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, desde que Nelsoir, que o indicou, deixou a pasta para assumir cadeira na Câmara. O outro exonerado era indicação de Telmo Krst, que ajudou a eleger Giovane, mas que se retirou da vida pública.
Krämer afirma que exonerar e nomear CC's é normal. E é. São cargos de confiança. Sempre foi assim. E sempre vai ser, na política. O presidente do PSD Chico Rech, que tem sua esposa em cargo CC de alto padrão, tenta contemporizar e resiste. Zé da Rosa, o outro vereador do PSD, foi premiado com nomeação de CC. Nelsoir é que virou alvo, mas penso que saiu fortalecido com seu eleitor.
Externamente o custo político das exonerações é debitado à Celso Krämer, que já viu sumir 50% dos seus votos na eleição para deputado estadual em 2018 na relação à 2014. Ouço que Giovane teria chamado Nilson Lehmen, presidente do MDB, para a secretaria e deixado para Krämer exonerar Marcos e 'pagar' pelo desgaste. Pela teoria da conspiração, e que nem é tão absurda, Giovane estaria preparando terreno para ter um ou uma vice do MDB para a reeleição em 2020, diante da fragilização de Krämer nas urnas. Não é o que o prefeito e o vice afirmam. Eles garantem continuidade da dobradinha que venceu a eleição de 2016.

 

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PERFIL

Sérgio Klafke


Diretor de Conteúdo da Folha do Mate, com formação em Ciências Econômicas e registro de jornalista profissional provisionado, tem a vida de trabalho toda ligada ao jornal. Iniciou em julho de 1973, com 12 anos, quando a Folha do Mate tinha nove meses de circulação, como entregador de jornal. Nestes já 40 anos de Folha, atuou em todos os setores. Foi repórter, contato publicitário, diagramador, editor, coordenador comercial e diretor. Como colunista político nas últimas décadas, centra suas ações em palavras de apoio à todas as boas iniciativas e de cobrança àquilo que entende não estar correto.

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