E Michel Temer também cai

por: Sérgio Klafke
Data: 19/05/2017 | 01:05

Não era difícil de imaginar que aconteceria. Michel Temer (PMDB), vice-presidente da República, eleito com Dilma Roussef (PT), que assumiu o governo depois do impeachment da Presidente, também cai. Diretores da JBS (Friboi), que levaram ainda não explicados R$ 8,1 bilhões do BNDES nos governos petistas, gravaram uma conversa com Temer, onde ele teria dado aval para pagar Eduardo Cunha (PMDB), o presidente da Câmara dos Deputados preso, para que não delate o que sabe.
Estive terça e quarta em Brasília, com a capital tomada por prefeitos, vereadores e secretários dos mais de cinco mil municípios Brasileiros na 20ª Marcha dos Prefeitos. O clima era de otimismo com números positivos que vem sendo apresentados pela economia nacional, mostrando que o Brasil começa a se recuperar do 'estrago' feito por Dilma.
Na quarta a noite, quando chego de volta, Brasília foi sacudida pela 'bomba', revelada pelo jornal O Globo, denunciando que Temer foi 'pego'. Ou Temer renuncia ou será derrubado, pois não creio que se mantenha no poder.
Se renunciar, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), assume e terá 30 dias para convocar eleição indireta. Em caso de impeachment, Temer é afastado por 180 dias e Maia assume. Se sair impeachment, Maia terá mais 30 dias para convocar eleição indireta, pois faltam menos de dois anos para fim do governo. Para convocar eleições diretas, é preciso o Congresso mudar a Constituição através de PEC.
E o país vai parar novamente, o que é o prejuízo maior. O Brasil parece mesmo não saber conviver com a democracia.

 

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PERFIL

Sérgio Klafke


Diretor de Conteúdo da Folha do Mate, com formação em Ciências Econômicas e registro de jornalista profissional provisionado, tem a vida de trabalho toda ligada ao jornal. Iniciou em julho de 1973, com 12 anos, quando a Folha do Mate tinha nove meses de circulação, como entregador de jornal. Nestes já 40 anos de Folha, atuou em todos os setores. Foi repórter, contato publicitário, diagramador, editor, coordenador comercial e diretor. Como colunista político nas últimas décadas, centra suas ações em palavras de apoio à todas as boas iniciativas e de cobrança àquilo que entende não estar correto.

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