Volta ao passado na mansão de Basildon Park

por: Solange Silberschlag Beglin
Data: 20/02/2017 | 17:44

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalMansão rural no interior da Inglaterra
Mansão rural no interior da Inglaterra. Muitas famílias inglesas curtindo as férias de fevereiro

Durante o recesso escolar em todo Reino Unido aproveitamos para curtir com a família um pouco do interior do país. E assim passamos um dia semana passada no parque de Basildon para visitar a belíssima  mansão rural de mesmo nome, situada   a 100km de Londres no condado de Berkshire, oeste da capital. Não importa a estação do ano, passear pelo interior da Inglaterra significa se deslumbrar com vilarejos encantadores, monumentos e tantos palácios rurais.  Nesta semana ainda marcada pelo frio europeu, fomos descobrir mais um tesouro inglês.  O valioso legado arquitetônico e passado riquíssimo do país  está escrito justamente nas mansões construídas  séculos atrás  e que continuam a ostentar  um pedaço da história do país. Por aqui, também, a história é respeitada e muito bem preservada. Nada se destroi e tudo se conserva! A Inglaterra vai muito além de Londres, por isso sempre recomendo aqueles que estão vindo visitar a capital para se aventurar  pelo interior a fim de descobrir a essência britânica, deixando-se levar pelo charme e tranquilidade da vida rural.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalDecoração interior neoclássica no hall de entrada
Decoração interior neoclássica no hall de entrada

Basildon Park é um desses lugares, bem escondido, cercado por campos e simplesmente deslumbrante.   Antes mesmo de chegar neste esplêndido palácio rural já estamos saboreando o ar campestre do interior, acolhidos por paisagens cativantes de campos repletos de ovelhinhas pastando e recortados por arroios  de água límpida. A Inglaterra é conhecida por suas mansões, palácios e castelos históricos. Tudo começou há muito tempo! Algumas construções remetem a inúmeros  séculos passados, antes mesmo de o Brasil ser descoberto. Durante os anos de 1700 e  1800 a nobreza britânica vivia o auge do grande império e aventuras a outros territórios  em busca de inspiração artística e filosófica eram comuns entre os jovens aristocratas. Nesta época foram construídas muitas mansões  requintadas,  as famosas casas de campo,  onde  sociedade aristocrata e nobreza  recebiam  amigos e convidados ilustres  para grandes banquetes e se deliciavam com passatempos típicos da época,  entre cavalgadas,  caça e pesca.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalAchei uma grança esses banquinhos espalhados pelas trilhas em torno da mansão
Achei uma grança esses banquinhos espalhados pelas trilhas em torno da mansão

Por todo canto do país encontram-se  mansões construídas em estilo neoclássico  que  demonstravam  poder na época,  denotando ainda uma  resposta arquitetônica antibarroca. Estes palácios rurais eram decorados  de maneira tal a ostentar o conhecimento e riqueza adquiridos  durante as viagens ao exterior. Objetos de arte raros, porcelanas, quadros, estátuas, tapeçarias e móveis eram trazidos de outros rincões para ornamentar as nobres residências  e podem ser contemplados até hoje. Justamente entre 1776 e 1783  foi edificada a mansão de Basildon no meio do campo, num parque gigantesco de 162 hectares  esboçando arquitetura georgiana com fachada palladiana.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalFachada frontal
Fachada frontal

A mansão tem história turbulenta e chegou a ser fechada durante um período devido ao alto custo de manutenção e falência dos proprietários.  Projetada pelo arquiteto John Carr, inicialmente perteceu à família Sykes mas mais tarde com o declínio financeiro dos herdeiros foi adquirida por James Morrison. No começo de 1900 o magnífico palácio rural foi praticamente abandonado até  1950 quando retornou a seu estado de glória nas mãos da nobre família Iliffe. Ao longo dos anos  a edificação sobreviveu às intempéries, com  várias restaurações e mudanças, passando por vários proprietários  e hoje em dia é administrada pela   Fundação Nacional de Patrimônio Público (National Trust), organização britânica  não governamental responsável pela conservação do patrimônio histórico do país.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalBiblioteca
Biblioteca

Desde 1976 a propriedade foi doada pela família lliffe à Fundação  para restauração e conservação. E assim o parque e a mansão permanecem abertos  ao público  durante todo ano sob direção da Fundação e seus milhares de voluntários, na maioria aposentados que dedicam algumas horas por semana trabalhando gratuitamente como  zeladores e guias  de monumentos, mansões,  palácios e castelos mantidos pela entidade. Este sistema de parceria entre a  fundação National Trust  e herdeiros de famílias aristocratas é muito comum aqui, preservando a história  ao mesmo tempo que privilegiando o público em geral com a oportunidade de conhecer locais  que definem a cultura britânica.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalMesa feita!
Mesa feita!

Ao entrar na mansão de Basildon  somos acolhidos  por duas simpáticas  senhoras aposentadas  e que prontamente  nos contam um pouquinho  da história de cada aposento. O teto alto e trabalhado em linhas curvas e delicadas logo no hall de entrada é uma pequena mostra da decoração interior rica de detalhes que está por vir nos outros cômodos. Pelas paredes ornamentadas por quadros de pintura a óleo e espelhos reluzentes  vamos nos perdendo na imensidão  histórica que cada aposento retrata. A impressão é de estar caminhando num cenário de filme de época transpirando o ar de grandeza e opulência desta gloriosa mansão.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalSalao octogonal
Salao octogonal

Por falar em cinema, a mansão de Basildon já foi cenário de  muitos filmes de época, entre eles  Orgulho e Preconceito (2005), Marie-Antoniette (2006) e Dorian Gray (2009).  As filmagens mais famosas, no entanto, ficam por conta da série Downton Abbey  que conquistou milhões de fãs pelo mundo e faturou vários prêmios, onde o interior da mansão Basildon serviu de cenário como residência londrina da família Grantham. Para os fãs de Downton Abbey (e eu, com certeza engrosso a lista!) a visita à mansão de Basildon é ainda mais fascinante pois é como se estivesse assistindo à saga da família ao vivo e a cores, como um personagem da série.

Da biblioteca recheada de enciclopédias e clássicos da literatura britânica ao maravilhoso salão de jantar com a mesa pronta, impecável, à espera dos ilustres convidados somos absorvidos pela decoração esplendorosa  de cada cômodo.  E o deslumbre continua na sala de estar octogonal, toda revestida de papel de parede vermelho e decorada com  móveis antiguíssimos reluzindo nos cristais do imenso lustre pendurado no teto de oito cantos e todo adornado.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalSalao verde
Salao verde

No  segundo andar da mansão encontram-se os quartos decorados a rigor, com cores vibrantes e camas de dossel, tudo muito bem preservado. A paisagem natural em torno da mansão de Basildon  é testemunha de seu  passado rural e bucólico, marcada por campos pastoris e ao fundo o rio Tâmisa,  convidando os visitantes a caminhar pelo parque enorme. E foi justamente isso que fizemos, ao lado de tantas outras famílias que também visitavam o local, explorando cada cantinho no meio do verde. 

Foto: S S Beglin / arquivo pessoallonga caminhada nesta tarde de inverno europeu
longa caminhada nesta tarde de inverno europeu

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalE o chimarrão sempre nos acompanhando, mundo afora!
E o chimarrão sempre nos acompanhando, mundo afora!

 

 

Jardins no céu de Londres!

por: Solange Silberschlag Beglin
Data: 15/02/2017 | 17:13

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalPanorama dos prédios modernos de Londres que há 20 anos não existiam ...
Panorama dos prédios modernos de Londres que há 20 anos sequer existiam ...

Aqui estou eu, de volta aos jardins no céu de Londres! E claro, maravilhada! Sky Garden, ou jardim no céu, é uma das atrações mais recentes de Londres.  É ainda desconhecido do turismo de massa, no coração da city, aberto há dois anos e  localizado no alto do prédio Walkie Talkie, assim chamado pelo seu formato de radinho. Ao considerar minhas  mudanças , morando em diferentes países, Londres, para mim, continua sendo a melhor capital da Europa. Aliás, arrisco em dizer que esta metrópole com quase nove milhões de habitantes, é o melhor lugar do mundo para se viver e conhecer, é claro! Desde o início, logo que vim morar em Londres  para estudar inglês lá no início da década de 90, fiquei deslumbrada com a beleza estonteante da capital britânica. Foi durante um verão bem inglês, de dias longos mas não necessariamente quentes para uma brasileira recém chegada dos trópicos, que me imaginei - pela primeira vez - vivendo feliz longe da minha terra.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalBar com vista p o Shard
Bar com vista p o Shard

Os anos foram passando e a paixão só aumentando. Formei minha família, nunca mais voltei a morar na minha terrinha, e aqui continuo em pleno 2017, tão maravilhada quanto a primeira vez, curtindo os suspiros londrinos. Já comentei várias vezes aqui no blog sobre este fascínio incandescente de Londres. A capital britânica é clássica e majestosa, destacando o novo e o velho com grande maestria, através de atrações históricas e arquitetura moderna. Desde a minha chegada, há duas décadas, tenho visto de perto o panorama londrino mudando muito, com arranha-céus despontando entre construções de séculos passados. Em 1994, era necessário subir na torre em homenagem ao grande incêndio de Londres, chamada Monumento, para se ter uma visão do horizonte londrino. Hoje em dia, o Monumento fica anão perto dos grandes prédios que surgiram em torno da capital. No entanto, a arquitetura londrina continuar a brilhar, com novo e velho, lado a lado, sem ofuscar a originalidade  de cada construção.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalNovo e velho, lado a lado! A direita o prédio Walkie Talkie
Novo e velho, lado a lado! A direita o prédio Walkie Talkie

Esta harmonia singular entre arquitetura moderna e antiga é envolvente,  mantendo a identidade da cidade  ao mesmo tempo que  abraça o futuro com projetos arquitetônicos arrojados. E assim, bem no meio do bairro marcado por prédios empresariais, abrigando escritórios e salas de conferências, na rua Fenchurch, encontra-se mais um bloco de salas empresariais.  No alto do arranha-céu, entretanto,   o sky garden esboça um pedacinho de natureza encapsulada entre paredes envidraçadas. Uma plataforma magnífica com jardins exóticos e que proporciona vista espetacular de toda Londres.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalVista do Shard, arranha céu mais alto da Europa
Vista do Shard, arranha céu mais alto da Europa
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalTower Bridge. Londres na palma da mão
Tower Bridge. Londres na palma da mão

Ao chegar no  35º andar, diretamente do térreo, sem parada alguma no elevador, é gente suspirando por todo lado! A sensação é de estar pisando nas nuvens, nas alturas, com Londres na palma da mão. Um sonho! O primeiro prédio a ser avistado, é o Shard, outra construção moderna (a mais alta da Europa) que delineia o horizonte londrino.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalJardins surpreendem pela quantidade de arbustos tropicais
Jardins surpreendem pela quantidade de arbustos tropicais

Estamos à 155 metros de altura caminhando entre arbustos tropicais, samambaias de todos tipos, folhagens exóticas, lírios africanos, estrelítzias, lírios-tochas e tantas outras espécies florais plantadas em aclive no terraço do prédio. Destaque maior fica por conta do panorama da capital britânica como pano de fundo dos canteiros internos. É  impossível não se maravilhar nesta cobertura gigantesca.  Mesmo para aqueles que não curtem jardins de inverno, recomendo a visita pela magnitude da paisagem lá fora. Simplesmente de tirar o fôlego, contemplando as altura de Londres!

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalLondon Eye ao fundo
Big Ben e London Eye  

E melhor ainda, a entrada é gratuita! Entretanto é necessário agendamento online (mais informações no final do post).  O local abriga dois restaurantes (brunch maravilhoso aos fins de semana, reserva obrigatória) e dois  bares, enormes, onde não é necessário fazer reserva, muito bacana, com magnífica vista para o Shard e rio Tâmisa se curvando em forma de serpente, passando pela Tower Bridge e distrito financeiro de Canary Wharf. Vale à pena sentar numa das tantas mesinhas e sofás para degustar um cafezinho, ou drinque especial, contemplando os ícones londrinos lá embaixo.

 

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalPor falar em cafezinho... acompanhado de um bolinho de limão?
Por falar em cafezinho... acompanhado de um bolinho de limão?
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalOlha eu ai, fazendo pose!!!!!
Olha eu ai, fazendo pose!!!!!

ENDEREÇO - 20, Fenchurch Street, London, EC3M 8AF

 HORÁRIO - Segunda a sexta das 10 às 18h. Fim de semana das 11 às 21h. ENTRADA GRATUITA (com agendamento)

COMO CHEGAR - metrô linha amarela Circle Line ou verde District Line, estação  Monument.

 AGENDAMENTO - pode-se fazer reserva com três semanas de antecedência para visitar os jardins diretamente no site  www.skygarden.london/plan-your-visit . Entrada gratuita. Mas existe também a possibilidade de agendar diretamente na porta, na chegada, das 7h às 10h (11h no fim de semana)  e depois das 18h (somente adultos, acima de 16 anos). É necessário documento de identidade para o agendamento. Eu fui sem reserva, pela manhã, e não enfrentei fila. Prepare-se, no entanto, para passar bolsa e pertences pessoais no raio X. A segurança é rigorosa. Depois disso é só entrar no elevador e sentir-se flutuando no céu londrino!

 

 

 

Fascínio mediterrâneo em Portmeirion

por: Solange Silberschlag Beglin
Data: 02/02/2017 | 08:17

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalPortmeirion, no meio de verde, no parque nacional Snowdonia
Portmeirion, no meio de verde, no parque nacional Snowdonia

Uma  vila inspirada no calor e glamour da Riviera Italiana, situada na terra chuvosa do País de Gales.  Portmeirion é assim, recheada de arquitetura em estilo italiano despontando no meio de uma floresta subtropical no norte do país, na região do parque nacional de Snowdonia e  onde o sol quase não aparece.  Com suas construções coloridas, em tons terrosos, debruçadas para a imensidão do mar, Portmeirion nos transporta a um vilarejo italiano, com nuances da região Toscana e de Portofino.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalVilarejo inspirado na Riviera Italiana
Vilarejo inspirado na Riviera Italiana
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalCasinhas coloridas contagiam o ambiente
Casinhas coloridas contagiam o ambiente

O projeto desta vila modelo foi concebido e construído pelo arquiteto galês  Sir Clough Williams-Ellis (1883-1978).  Despojado em suas ideias sobre a influência da arquitetura e  natureza no bem estar  das pessoas,  ainda que excêntrico no jeito de ser, o milionário arquiteto  era apaixonado pela estética das cidadezinhas litorâneas da Itália. E assim, em 1925 adquiriu uma imensa área de terras à beira do mar Irlandês, na baía de Cardigan no País de Gales,  para iniciar  a edificação de um vilarejo inspirado na costa do Mediterrâneo.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalPortmeirion atrai cerca de 200 mil visitantes ao ano
Portmeirion atrai cerca de 200 mil visitantes ao ano

Sua proposta  era demonstrar  a possibilidade de  construir em áreas naturais, complementando o ambiente,  sem arruiná-lo. Dessa forma, ao longo de 50 anos  a vila foi tomando forma, com a edificação  de prédios, casinhas, igrejas, terraços, colunas, restaurantes, hotel, praças e  jardins e tantos  monumentos, réplica da arquitetura italiana misturada ao clássico antigo,  no meio do arvoredo e vegetação viscejante. Em 1976, dois anos antes de o arquiteto falecer, foi completada a construção da aldeia.   Ao passear por Portmeirion a impressão é de estar caminhando num cenário de filme, com paisagens surreais.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoal
Praça principal

As cores distintas das casinhas  construídas nas encostas da colina complementam de forma incrível a vegetação do local. São mais de cinquenta construções situadas em pontos estratégicos. Sem dúvida alguma, o arquiteto galês conseguiu provar sua teoria de é possível harmonizar  concreto e paisagens naturais, embelezando ainda mais o lugar. Enquanto muitos prédios históricos no Reino Unido eram demolidos depois da Segunda Guerra Mundial o arquiteto aproveitava para adquirir parte deles, reconstruindo-os em Portmeirion, principalmente em torno da colina.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalPórtico de entrada, ao fundo o mar
Pórtico de entrada, ao fundo o mar
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalVilarejo conta com barzinhos, restaurantes, igreja e muitas casinhas que fazem parte do hotel
Vilarejo conta com barzinhos, restaurantes, igreja e muitas casinhas que fazem parte do hotel

Logo na entrada, depois de comprar ingressos, passamos pelo pórtico que nos remete a Portofino, no norte da Itália. O estilo italiano continua na praça principal, emoldurada por palmeiras gigantes. Por aqui turistas disputam cada metro quadrado  e  o barulho das câmeras fotográficas e celulares facilmente se sobrepõe  ao som calmo dos chafarizes e passarinhos cantando. Em cada canto de Portmeirion percebe-se a harmonia entre as construções e a paisagem verdejante,  criada pelo arquiteto.  Passamos horas perambulando de um lado para o outro, subindo e descendo escadarias, contemplando cada detalhe, entre arcos, estátuas e pequenas sacadas.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalMuitos arcos e detalhes para serem contemplados
Muitos arcos e detalhes para serem contemplados
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalHotel foi a primeira construção a ser edificada
Hotel foi a primeira construção a ser edificada

É um passeio para relaxar, repensar a vida  absorvendo a energia  singular do lugar. Um passeio para desfrutar do ócio sem se sentir culpada! Impossível não se deslumbrar com este lugarzinho que foi um projeto de vida do arquiteto Williams-Ellis.  A primeira construção da vila foi o  imponente hotel, na beira do mar, e que continua aberto até hoje. O vilarejo particular tornou-se grande atração turística do norte do País de Gales, com mais de 200 mil visitantes ao ano.  Portmeirion é seguidamente usado como cenário cinematográfico e comemorações especiais como casamentos e aniversários. Nos anos 60 foi palco do seriado policial britânico, The Prisoner (O Prisioneiro) e também de alguns episódios da série Doctor Who. O vilarejo é também famoso pela cerâmica típica da península, bem colorida e rica em detalhes.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalVista da baía de Cardigan
Vista da baía de Cardigan
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalSeriado policial britânico The Prisoner foi filmado em Portmeirion
Seriado policial britânico The Prisoner foi filmado em Portmeirion

COMO CHEGAR/HOTEL - A melhor opção é de carro pois a conexão com meios de transporte público é difícil. Portmeirion é passeio de um dia, ou até mesmo um pernoite no hotel com vista maravilhosa para a baia. O hotel oferece ainda suites espalhadas pelas graciosas casinhas (cottages) no vilarejo. Mais informação no site (inglês)m -  http://www.portmeirion-village.com/

INGRESSOS - Podem ser comprados online com desconto de uma libra ou diretamente na entrada do vilarejo. Nós compramos na hora e foi bem tranquilo, sem fila. Adulto £8, entrada gratuita para crianças com menos de 16 anos. O vilarejo está aberto para visitação durante todo ano, das 9h30min  às 19h30min mas as lojinhas e bares fecham às 17h30min.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalPortmeirion é uma das atrações turísticas do norte do País de Gales
Portmeirion é uma das atrações turísticas do norte do País de Gales

 

 
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Solange Silberschlag Beglin


Há 22 anos morando na Europa com meu marido inglês e nossos três filhos, adoro viajar, renovar conceitos e assimilar novas culturas. Nesta longa trajetória já morei em Roma durante quatro anos e meio, dois anos na Líbia, quatro anos em Paris, dois anos em Minsk, capital da Bielorússia, e atualmente moro em Londres. Na terra da rainha Elizabeth estão as raízes da nossa família. Entre uma mudança e outra, ao longo dos anos a bagagem cultural foi aumentando e enriquecendo a alma. Vou contar um pouco aqui neste blog justamente sobre as diferenças culturais, estilo de vida e tradições do velho continente. Vou relatar minhas viagens, sempre com várias dicas, assim como fatos interessantes e pitorescos da vida cotidiana na Europa. Viaje comigo e compartilhe aqui também a sua experiência!

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