Palácio de Blenheim, berço do primeiro-ministro britânico Winston Churchill

por: Solange Silberschlag Beglin
Data: 13/03/2018 | 19:03

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalVista da entrada lateral do palácio
Vista da entrada lateral do palácio

Para descobrir a verdadeira Inglaterra é preciso se aventurar pelo interior, recortando estradinhas sinuosas, e voltando ao passado ao visitar vilarejos idílicos que parecem ter parado no tempo. Passado o clima de neve e frio glacial da última quinzena, os  dias nesta semana começam a dar sinal de mudança. A tão esperada primavera ainda não chegou mas os dias estão mais longos e o sol aparecendo sem timidez. Aproveitei a melhora no tempo para passear pelas querências aqui perto de casa,  revisitando algumas gemas do interior inglês.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalWoodstock no interior da Inglaterra
Woodstock no interior da Inglaterra

 A cidadezinha de Woodstock, no condado de Oxfordshire, é uma  joia preciosa. Situada a 110km noroeste de Londres e cercada de plantações agrícolas e campos repletos de ovelhas pastando, Woodstock encanta aos visitantes. No passado era um pólo econômico rural, com a fabricação de luvas e mercado  de fazendeiros. Hoje em dia o vilarejo vive do turismo. Pelas ruelas estreitas pode-se apreciar a arquitetura antiga das casinhas construídas em pedra de calcário.  Na pequena praça no coração do vilarejo, onde  durante os séculos passados acontecia a grande feira e leilão de animais, encontra-se o monumento em homenagem aos antepassados e hoje em dia é o  ponto de encontro dos moradores locais.Construções antigas que remontam ao século XIII como o famoso Bear Hotel que no passado hospedava ilustres britânicos ligados à Coroa, dão um charme especial às ruelas repletas de antiquários, lojinhas alternativas, galerias de arte, casas de chá, restaurantes e pubs.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalpaisagem de inverno logo na entrada do palácio
paisagem de inverno logo na entrada do palácio

 Se o bucólico vilarejo de Woodstock encanta pelo charme das pequenas construções,  o contraste fica por conta do Palácio de Blenheim, situado na cidadezinha:  simplesmente deslumbrante. Esta construção colossal já foi usada como cenário para muitos filmes e seriados de época.  Ao entrar pelo pórtico lateral a paisagem é espetacular, formada por um lago imenso, cortado pela ponte em arco que reflete na água revelando  ao fundo o esplendoroso palácio de Blenheim. Um parque de puro esplendor, com vistas de tirar  o fôlego e  projetado  pelo arquiteto paisagista Lancelot 'Capability' Brown, preenche os mais de 800 hectares em torno da magnífica edificação.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalFilmagens durante minha visita
Filmagens para um seriado de epoca durante minha visita

 Construído entre 1705 e 1722 o palácio foi uma forma de gratificação da rainha britânica Anne ao 1º Duque de Marlborough John Churchill quem derrotou os franceses na Batalha de Blenheim em 1704 na Bavária. E desde então o palácio tem servido como residência da nobreza britânica. Foi num dos quartos da suntuosa construção que nasceu Winston Churchill no dia 30 de novembro de 1874, famoso primeiro-ministro britânico durante a 2ª Guerra Mundial e quem  liderou a recuperação do país depois da guerra.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalmuita história, por todos os cantos do palácio
muita história, por todos os cantos do palácio
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalQuarto onde nasceu o ilustre primeiro-ministro britânico
Quarto onde nasceu o ilustre primeiro-ministro britânico

 

A história de Churchill se espalha em cada cômodo do magnífico palácio, com exposição de inúmeros  objetos particulares, desde seu nascimento até seu final de vida. Pelas paredes de corredores e salas de exposição,  citações de Churchill revelam sua personalidade forte e guerreira. No quarto onde nasceu, pode-se contemplar desde o berço, roupinha de recém-nascido até os primeiros cachos ruivos . Aos sete anos, Winston Churchill  começou a frequentar  escola em regime de internato, vivendo e estudando distante da família por longos períodos. Algumas de suas cartas saudosas  contando sobre a rotina na escola no final dos anos 1800 estão expostas no palácio.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalPintura sublime no teto do hall de entrada do palácio
Pintura sublime no teto do hall de entrada do palácio
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalVastos corredores vão conectando os prodigiosos salões
Vastos corredores vão conectando os prodigiosos salões

O Palácio de Blenheim foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1987 devido a sua importância histórica e belíssima arquitetura barroca inglesa.  Vários aposentos estão abertos à visitação, onde percebe-se de perto a opulência  do palácio. Podem ser visitados os grandes  salões de festas, marcados por  decoração requintada. Pelos vastos corredores vamos apreciando respingos do luxo ostentado pela nobreza britânica. Coleção soberba de pinturas, porcelana e tapeçaria nos transportam a outros tempos.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalDecoração requintada em cada canto do palácio
Decoração requintada em cada canto do palácio
Foto: S S Beglin / arquivo pessoaladoro!
adoro!

Durante minha visita pude contemplar de perto a exposição de vestidos inspirados na era vitoriana e usados durante no filme A Jovem Rainha Victoria e vencedor do Oscar de melhor figurino.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalVestidos inspirados na era vitoriana e que fizeram parte do figurino do filme a A Jovem Rainha Vitoria
Vestidos inspirados na era vitoriana e que fizeram parte do figurino do filme a A Jovem Rainha Vitoria


 Meu aposento preferido é sempre a biblioteca nestes casarões rurais e a sala de estudos do Palácio de Blenheim é uma das mais surpreendentes que já vi, preenchendo uma ala inteira com livros e coleções históricas.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalFormidável biblioteca ocupa uma ala inteira do palácio
Formidável biblioteca ocupa uma ala inteira do palácio
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalDivino!
Divino!

Na parte exterior, o palácio é emoldurado   por  jardins  formais,  terraço das águas, jardim italiano e o jardim das rosas (que nesta época do ano continua sem flor). O esplendor da paisagem em volta do palácio é contagiante  transformando  o horizonte, em qualquer época do ano. E nesta quarta-feira de março, gelada mas ensolarada, não foi diferente. Divino! Vale à pena visitar.

 

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalJardins sem flores nesta época do ano
Jardins sem flores nesta época do ano

Como chegar - de Londres, recomendo ir de trem até Oxford que vale uma visita de meio dia e depois de ônibus até o palácio (meia hora), O ônibus S3 sai na estação de trem central de Oxford a cada vinte minutos e para na frente do palácio.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalOlha eu ai!!!!
Olha eu ai!!!!

 

Janeiro melancólico na Inglaterra

por: Solange Silberschlag Beglin
Data: 13/01/2018 | 16:07

Nesta época do ano em que os brasileiros estão curtindo a mil o verão tropical por aqui a melancolia de janeiro bate à porta! O início do ano na terra da Rainha é quase sempre triste e dolente.  Sol brilhando se torna artigo de luxo no primeiro mês do ano. 

Faz frio, tem neblina, campos ficam cobertos de geada e os dias continuam curtinhos, carecendo de luz natural. As comemorações de virada de ano passam desapercebidas por aqui. Nada de grandes festas, bebedeira  ou foguetório na vizinhança. Os ingleses não se empolgam com o reveillon.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalCaminhada no parque da escola dos meus filhos num raro dia de sol nesta semana ...
Caminhada no parque da escola dos meus filhos num raro dia de sol nesta semana ...

O dia 1º de janeiro é feriado, no entanto o comércio abre normalmente e o povo vai às compras em busca das famosas liquidações de janeiro. O foco do  final do ano é marcado pelo Natal e, agora,  passada a euforia das festas do papai noel  os ingleses voltam  à normalidade do trabalho com a mente saudosa,  enquanto a criançada retorna aos bancos escolares  depois de algumas semanas de férias durante o final do ano. A iluminação natalina que irradiou tanta energia durante dezembro desaparece repentinamente e aquele entusiasmo contagiante das ruas lotadas e vitrines cintilantes vai se dissipando, dando lugar  ao desalento. Invarialvemente os europeus se deparam com a melancolia de janeiro (January blues, como os ingleses gostam de dizer)e assim para muitos o primeiro mês  é considerado o  mais deprimente do ano. Estamos no auge do inverno e o clima gelado acentuado pela falta de luz natural acaba atingindo o comportamento e humor das pessoas.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalBruma de inverno, pelo interior da Inglaterra
Bruma de inverno, pelo interior da Inglaterra

Na bruma dos dias cinzentos de janeiro os ingleses iniciam o ano sem muita euforia ao contrário dos brasileiros que depositam esperança no novo ano! Se durante o mês de dezembro a contagem regressiva para o Natal contagiava a todos, transpirando alegria  em cada canto do país, em janeiro a melancolia toma conta. É incrível perceber a mudança no semblante lúrido da população.  Na tentativa de animação os ingleses  engajam-se em novas resoluções que geralmente se limitam a metas clássicas, como  perder peso (depois da comilança do final de ano!), fazer mais exercícios ou iniciar um novo hobby. Nas primeiras semanas de janeiro jornais e revistas dedicam páginas e páginas às dietas milagrosas e programas de  detox.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalE a caminhada foi brindada com este por do sol. A m e i !
E a caminhada foi brindada com este por do sol. A m e i !
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalChimarrão me acompanha no Regent
Chimarrão me acompanha no Regent's park, em Londres

Embora seja o mês do meu aniversário, para mim janeiro  é sem dúvidas o mais difícil pela falta do sol. E assim quando ele aparece, efêmero, comemoramos intensamente a paisagem de céu azul no horizonte. Só mesmo vivendo aqui, depois de alguns anos, que consegui entender o efeito negativo que a carência de luz pode causar.  Os raios de sol trazem energia para o corpo alimentando a alma. E o astro rei  faz muita  falta por aqui nesta época do ano... Percebe-se logo nos parques e pelas ruas durante raros momentos de sol  as pessoas ávidas pelo brilho fugaz,  caminhando com filhos e animais de estimação, curtindo os feixes  de luz .

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalGeada faz parte da paisagem de inverno por aqui
Geada faz parte da paisagem de inverno por aqui
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalE o rosto arde com tanto frio!
E o rosto arde com tanto frio!

E nas últimas semanas não foi diferente para gente, destemida e enfrentando aquele  frio gelado que faz o rosto arder, fui caminhar  campo afora aqui perto de casa e no parque em torno do colégio dos meus filhos mais velhos, no condado de Buckinghamshire,  na esperança (sim, sou bem brasileira!) de sentir na tez aquele solzinho manso, bem inglesinho.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalPor ai, pelo condado de Buchinghamshire, que eu adoro!!!
Por ai, pelo condado de Buckinghamshire, que eu adoro!!!
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalNeblina combina com o inverno inglês!
Neblina combina com o inverno inglês!

Algumas longas semanas de frio  ainda nos aguardam pela frente e enquanto isso vamos curtindo a paisagem cinzenta de inverno, seja na capital ou interior,  até quando a primavera chegar!  A Inglaterra é um país fantástico, com inúmeros parques em Londres e pelo interior, campos e colinas  recheados  de vilarejos pitorescos, com muitas trilhas abertas ao público para serem usufruidas em qualquer estação do ano, com ou sem sol!

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalSeguindo a estrada... pelo interior da Inglaterra
Seguindo a estrada... pelo interior da Inglaterra

 

 

Um mergulho no tempo, conhecendo o palácio de Charlecote

por: Solange Silberschlag Beglin
Data: 17/10/2017 | 16:12

O interior da Inglaterra é recheado de mansões e palácios rurais, escondidos no meio do verde, entre vilarejos de estradas estreitas, arvoredo abundante e campos infinitos. Nestes pequenos rincões encontra-se a essência rural da cultura britânica. O passado requintado  e  principesco  do império britânico pode ser comprovado até hoje, ao vivo e a cores, através de monumentos,  castelos e palácios espalhados por todo canto do país.  Historicamente a monarquia britânica manteve acesa a chama imperialista colonizando numerosos territórios. O império britânico chegou a ser o maior da história e, por mais de um século, fora  a principal potência mundial.  Este  legado arquitetônico do grande império continua a fulgir pelo  interior do país com inúmeras mansões rurais e palacetes de época.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalPalácio está localizado no condado de Warickshire
Palácio está localizado no condado de Warickshire
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalImagina um jantar a luz de velas... numa noite gelada do inverno inglês...
Imagina um jantar a luz de velas... numa noite gelada do inverno inglês...

Muitos continuam nas mãos das famílias aristocráticas, sem acesso ao público, mas centenas de outras nobres residências se transformaram em pontos turísticos, ou hoteis, e podem ser facilmente visitadas. Tradicionalmente as famílias da nobreza britânica construiam prodigiosas mansões  no meio do campo para receber convidados  importantes,  herdeiros e membros da realeza, principalmente durante o fim de semana.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalPórtico remonta ao século XVI
Pórtico remonta ao século XVI
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalJardim vistoso em torno do palácio
Jardim vistoso em torno do palácio

O palácio de Charlecote é um desses lugares recheado pela  história fascinante da aristocracia britânica. Localizado no coração da Inglaterra, no condado de Warwickshire, à 150km de Londres e apenas 9km de Stratford-upon-Avon,  cidade onde nasceu  William Shakespeare,  o palácio exala sofisticação. Um clássico exemplo da bonança e excentricidade de outros tempos, exuberante em sua fachada envolta na magnífica arquitetura tudoriana.  Construído no meio de um parque gigantesco de 75 hectares e recortado  pelas águas do rio Avon, o palácio remonta ao século XVI e desde então pertence à família Lucy.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalAdoro
Adoro "viajar no tempo" contemplando cada detalhe da decoração interior

O interior do palácio é uma verdadeira viagem no tempo, redecorado no estilo vitoriano e repleto de mobília antiga,  pinturas e retratos da família,  objetos e artefatos colecionados durante  viagens dos séculos passados.   Em cada aposento pequenos detalhes nos transportam ao mundo da nobreza inglesa e  por alguns instantes nos sentimos protagonistas do seriado  Downton Abbey ou The Crown!

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalquanto detalhe!
quanto detalhe!
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalBiblioteca, sempre um dos cômodos preferidos
Biblioteca, sempre um dos cômodos preferidos

Nesse festival de riquezas pessoais,  mobiliário, , esculturas, porcelanas, instrumentos de música,tapeçaria e obras de arte vamos penetrando no passado da família Lucy. Uma aula de história, ao vivo! Pois nenhum período da história inglesa é tão glorificado como o da dinastia Tudor (1485-1603). Nesta época (que precede o descobrimento do Brasil!), a monarquia inglesa revelava a hegemonia  da corte de Henrique VIII. Durante este período da história aconteceu a tradução da Bíblia para o inglês e a consequente legitimação do idioma.  A criação da  Igreja Anglicana e desenvolvimento do Parlamento se deu sob o commando de Henrique VIII assim como a criação do Reino Unido após  o reinado de sua filha Elizabeth I, última monarca Tudor.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoaljardim maravilhoso nos fundos do palácio
jardim maravilhoso nos fundos do palácio

O palácio de Charlecote  fez parte da explosão de criatividade da literatura do período, epitomizada por William Shakespeare. O poeta morava bem perto do parque de Charlecote e acredita-se que gostava de caçar, ilegalmente, na propriedade. Reza a história que Shakespeare foi pego caçando cervos e forçado a fugir para Londres a fim de evitar condenação.  Mais tarde o jovem dramaturgo  vingou-se numa de suas  peças de teatro, satirizando  a família Lucy. São tantas histórias bem guardadas neste esplêndido palácio rural.

Vista lateral do palácio com as torres elisabetanas bem identificadas

Além dos salões de festas e cômodos pode-se ainda visitar a cozinha, completa e em funcionamento com funcionárias vestidas como criadas preparando bolinhos ingleses. Em outra construção do lado de fora do palácio, encontra-se a lavandaria e fábrica de cerveja e cidra, conservada como na era tudoriana. O passeio se completa pelos lindos jardins em torno da mansão e  longa caminhada pelo parque avistando cervos campo afora. O interior da Inglaterra é simplesmente encantador . Entre palacetes rurais e paisagens bucólicas estamos sempre aprendendo mais um pouquinho sobre a história deste país cativante.

Foto: S S Beglin / arquivo pessoalvolta ao tempo!
volta ao tempo!
Foto: S S Beglin / arquivo pessoalHall de entrada imponente, como manda o figurino
Hall de entrada imponente, como manda o figurino

 

 
Páginas:
12345...Próximo
PERFIL

Solange Silberschlag Beglin


Há 22 anos morando na Europa com meu marido inglês e nossos três filhos, adoro viajar, renovar conceitos e assimilar novas culturas. Nesta longa trajetória já morei em Roma durante quatro anos e meio, dois anos na Líbia, quatro anos em Paris, dois anos em Minsk, capital da Bielorússia, e atualmente moro em Londres. Na terra da rainha Elizabeth estão as raízes da nossa família. Entre uma mudança e outra, ao longo dos anos a bagagem cultural foi aumentando e enriquecendo a alma. Vou contar um pouco aqui neste blog justamente sobre as diferenças culturais, estilo de vida e tradições do velho continente. Vou relatar minhas viagens, sempre com várias dicas, assim como fatos interessantes e pitorescos da vida cotidiana na Europa. Viaje comigo e compartilhe aqui também a sua experiência!

BUSCA
CATEGORIAS
LINKS ÚTEIS
    ÚLTIMOS POSTS