Folha no Ar Terra

Sonoridade das lâminas e a arte de declamar

por: Beatriz Colombelli
Data: 14/12/2018 | 06:00

Por si só, a poesia prende a atenção do público por conta da história recitada. A ela se unem acordes musicais, por meio de violão, e a emoção do declamador se expande e da plateia também. Mas quando o som chega aos ouvidos, com uma sonoridade que se aproxima do 'vento', nem pode-se imaginar que seja emitido por uma ferramenta de trabalho, nossa velha conhecida - o serrote.

Foto: Beatriz Colombelli / Folha do MateLuciano Salerno fala sobre a arte de tocar serrote
Luciano Salerno fala sobre a arte de tocar serrote

De ferramenta a instrumento musical, a arte que é antiga, tornou-se conhecida no Rio Grande do Sul, a partir do livro "A arte de tocar serrote musical: histórico e métodos secretos", lançada por Antonio Frizzon, em 1997, durante uma Feira do Livro, em Porto Alegre, (falecido no dia 1º de abril, aos 79 anos). Seguido por Paulinho Pires (falecido no dia 30 de outubro, ao 84 anos), seguem-se outros discípulos da música que parece "vir dos anjos".

Discípulo e declamador
Entre estes seguidores, na arte de tocar "Serrote", está Luciano Salerno, 43 anos.Natural de canoas, atualmente reside em Bento Gonçalves. Tricampeão internacional e campeão nacional em declamação, Salerno que se dedica à arte há mais de 25 anos conta como conheceu os mestres da "música com serrote" e a trajetória dedicada ao aprendizado desde então.

Conheci Salerno, no Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart), em 2017, na condição de amadrinhador "com o som do serrote' para um integrante da modalidade declamação, e o encontramos novamente neste ano. Assim como chamou atenção dele, a primeira vez que ouviu o instrumento em um programa de TV, também desta colunista, ao vê-lo tocar. 


 

Na vida profissional, Luciano Salerno trabalha com eletrônica desde jovem, possui curso técnico e atualmente é Graduando em Engenharia Eletrônica na Universidade de Caxias do Sul - campus de Bento Gonçalves. Sua trajetória como Declamador já tem mais de 25 anos. Na mala de garupa carrega inúmeras conquistas. Entre estas, participação e premiação em diversos eventos tradicionalistas no Rio Grande do Sul. Foi vice-campeão do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart), em 2003 e 2010; campeão do Enart - 2001 e 2011, neste festival, sendo avaliador nas edições de: 2009, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016.

DESTAQUES

Premiado em diversos rodeios no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Tri-campeão do rodeio internacional de Canoas; campeão do rodeio internacional de Tramandaí; campeão do rodeio internacional de Chapecó, Santa Catarina; campeão do rodeio internacional de Alegrete; campeão do rodeio internacional do Mercosul; campeão do rodeio internacional de Lajes, Santa Catarina.

Aluno de Paulinho Pires (in memoriam) foi premiado como melhor amadrinhador em diversos festivais pelo estado e fora dele: Sesmaria da Poesia, Osório; Querência da Poesia Xucra, Caxias do Sul (2018); Celeiro da Poesia - Abdon Batista - SC (2018).


 Colunista: Em relação à música por meio do Serrote, quando iniciastes a tua trajetória, como, e o que te inspirou?

Luciano Salerno: Minha trajetória se inicia quando declamador assistia os programas de domingo, Galpão Nativo na antiga TVE, em um destes estava um declamador recitando acompanhado de violão e um instrumento diferente que me chamou atenção. Após a apresentação o programa terminou e não soube o nome dos artistas. Entrei em contato com a produção para saber quem era o músico que estava tocando 'serrote'. A partir daí que conheci Paulinho Pires, que já tocava serrote há mais de 50 anos.

Em 2001 fui apresentado a Antonio Frizzon (in memoriam) que já dava aulas de serrote e estava com a proposta do 1º curso de serrote musical da Amércia Latina, sendo ele o ministrante e realizador na Comissão Gaúcha de Folclore em Porto Alegre, com apoio de Paulinho Pires e da maestrina Rose Marie Reis Garcia (na época também presidente da comissão). Realizei o curso juntamente com mais nove colegas, mas dentro da área gaúcha era somente eu e o Paulinho.

Tenho muito orgulho em ser um dos dez alunos a fazer história na arte de tocar serrote musical. Atualmente sei que existem outros serrotistas em outras áreas, o que me deixa feliz em saber que a arte não morre, mas que ainda é bem pouco conhecida pelas pessoas.

Referente à história do instrumento, fale um pouco a respeito:
O serrote, é totalmente acústico, capaz de alcançar notas extremamente agudas, em uma extensão de cinco oitavas. Inicialmente, a ferramenta era produzida somente em ferro e, posteriormente, passou a ser feita em aço. As lâminas se tornaram mais resistentes, flexíveis e, ao tangê-las, emitiam sons. Por ter uma sonoridade próxima ao violino e da voz soprano humana o instrumento proporciona diferentes sons assemelhando alguns a sons espaciais, lembrando o instrumento Teremim (um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos, controlado sem qualquer contato físico pelo músico. Seu nome vem da versão ocidental do nome do seu inventor, o russo Léon Theremin, que patenteou seu dispositivo em 1928). 

Realizas apresentações também em outros eventos, além da modalidade declamação?
Já participei de apresentações com músicos de outros estilos musicais, atualmente não realizo apresentações por falta de convite. A música do serrote é universal e pode ser tocada solo ou como acompanhamento das mais diferentes formas. Seria interessante divulgar a arte do serrote nas mais diferentes vertentes musicais, assim como na área do aprendizado musical com crianças ou mesmo em casos de reabilitação ou estudos neurológicos.

Quanto ao acompanhamento nas declamações, podes me falar um pouco sobre a importância para os declamadores?
Por também ser declamador, sei como é estar em palco e poder sentir a força da poesia, a mensagem contida no papel e sendo revelada aos ouvintes, poder ouvir o silêncio entre os acordes musicais e fazer com que isso toque o coração de cada pessoa que está ali para ouvir.

Dentro da música o serrote produz um som melódico que se aproxima do vento, logo, se encaixa perfeitamente a temas que retratem nostalgia, sentimentos, amor e natureza (principalmente os ventos), temas estes muito presentes em nossa poesia e canções nativas. Desta forma o declamador pode-se valer de um argumento a mais para ajudar sua interpretação, pois a música dentro da poesia completa e aguça a percepção dos ouvintes. Podemos fazer a comparação com a trilha sonora de uma peça teatral ou um filme.

Quanto a teus "Mestres"?
Mestre Antonio Frizzon, um gênio musical, com sua paciência para ensinar e sabedoria é uma pessoa iluminada e culta. Atualmente têm o Grupo de Lâminas de Porto Alegre. 

Mestre Paulino Pires (in memoriam), nos deixou há alguns dias atrás, era um sábio e grande conhecedor das parábolas da natureza. Exímio músico, compositor e poeta, quando tocava seu serrote parecia estar flutuando, o instrumento conversava com que estava assistindo. Ele sempre dizia: 'a música do serrote depende muito do executante, do seu estado de alma, porque a música, a gente primeiro tem que sentir para depois poder transmitir'. Dentro da área regional de forma ativa só tinha ele, e hoje sou eu (até onde conheço). Uma pena não ter conseguido registar em CD um encontro com este mestre.

Se alguém se interessar pelo aprendizado, como deve proceder?
Estou finalizando o projeto de oficinas de serrote para 2019, junto a Comissão Gaúcha de Folclore, mas penso que uma oficina itinerante pelo Rio Grande do Sul seria interessante. Aos interessados basta entrar em contato por email ou redes sociais que ficarei muito honrado em poder passar à frente o conhecimento desta arte.

Outras observações que julgas importante
Para se tocar serrote, basta ter a ferramenta comum, porém quanto maior a lâmina melhor será para tirar o som, não há necessidade de tirar os dentes do serrote, pois toca-se na parte lisa. Usa-se o arco de violino para extrair o som da lâmina. O instrumentista deve ter muita paciência, alguma noção de ritmo e, posteriormente, buscar estudos de teoria musical.

Elemento essencial, é ter bom ouvido, pois o serrote 'é uma corda só', as notas são emitidas conforme a maneira de inflexão da lâmina sem um ponto totalmente específico. Na europa existem fabricas de lâmina sonora (sim, lâmina!), pois no momento que você retira os dentes do serrote, ele perde sua função de ferramenta e passa a ser uma lâmina comum.

Já toquei serrote 'traçador' aqueles grandes e antigos, onde duas pessoas (os imigrantes) um de cada lado usavam para cortar toras de madeira. Também existem serrotistas e instrumentistas de lâminas sonoras pelo mundo assim como Orquestras de Lâminas.


 Mais detalhes da história, método, conceitos sobre o serrote musical podem ser apreciados no livro 'A arte de tocar serrote musical' - Antonio Frizon.

 

ATVA encerra ano com jantar festivo

por: Beatriz Colombelli
Data: 14/12/2018 | 14:00  Atualizado: 13/12/2018 | 14:00

Para comemorar o ano que está se despedindo, a Associação Tradicionalista Venâncio-Airense (ATVA) realizou um jantar-festivo na terça-feira, 12. Organizado pelo patrão do Centro de Tradição Gaúcha (CTG) Querência da Mata, Renato Dameda, o grupo se deslocou até a cidade das Orquídeas, Mato Leitão. Perfeito anfitrião, o patrão e a esposa, Angela Maria, receberam os tradicionalistas com um suculento churrasco, arroz e saladas diversas, por conta da casa. Ação tradicional entre as entidades que sediaram os encontros durante o ano.

Foto: Beatriz Colombelli / Folha do Matexx
Tradicionalistas comemoram o encerramento do ano, com jantar festivo, organizado pelo Querência da Mata

Na pauta, o presidente da ATVA Dalmo Inácio Mayer reforçou o encaminhamento do projeto para captação de recursos, na Lei Rouanet, para a Semana Farroupilha, 2019. Projeto que já foi aprovado em primeira instância, segundo informado pelo produtor cultural. O próximo passo será conseguir empresa que garanta R$ 60 mil, em contrapartida, que poderá ser em depósito ou carta de intenção, cujo valor poderá ser depositado até a data do evento.

INFORMAÇÃO

Com o valor garantido, informa o presidente, o projeto passa adiante, "pula as demais etapas" e no mês de fevereiro já se tem a aprovação. O montante solicitado no projeto foi de R$ 298 mil, para a realização dos festejos farroupilhas a se realizar entre 13 e 20 de setembro de 2019, no Parque Municipal do Chimarrão, em Venâncio Aires.

Avaliações gerais passaram pela grande mesa, no galpão da família Dameda. Pontos positivos e o que precisa melhorar foram abordados pelos participantes. Estiveram presentes representantes das entidades CTGs Querência da Mata, Chaleira Preta, Piquetes Cavaleiros da Estrada e Sinuelo de Tropa; Centro de Pesquisa Folcórica (CPF) Terra de Um Povo e Grupo de Danças Tradicionais Terra do Chimarrão.  

Por conta de outros compromissos estiveram ausentes os Piquetes Parceria Campeira e Machry, CTGs Erva-Mate e Pousada do Capão e Lenço Branco e o DTG Piazito da Tradição. O Piquete Regalo Campeiro, não compareceu, ausência, que aliás, é sentida, segundo os dirigentes, durante o ano.

Vice-presidente da ATVA, Amaro Dilmar Santiago, o Mano Santiago, destacou a importância destes encontros durante o ano. "Quando teríamos a oportunidade de olhar 'olho no olho' e conversar sobre o tradicionalismo e também conviver como se fosse uma família? Porque aqui a gente é uma família". Sempre bem humorado, Mano Santiago também falou sobre a família, dificuldades, e a correria do dia a dia. Será, no galpão dele, no dia 23 de janeiro de 2019, o primeiro encontro do ano da ATVA.

Para finalizar, a patroa do Chaleira Preta, Kelen Dewes, o presidente da ATVA Dalmo Mayer e o patrão do Querência da Mata, Renato Dameda, deixaram as suas mensagens, em vídeo, agradecendo a todos e desejando Feliz Natal e Novo Ano às entidades e tradicionalstas.

 

 

 

Eleições no MTG ocorrem em Janeiro

por: Beatriz Colombelli
Data: 11/12/2018 | 14:33

Assessora de imprensa do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), jornalista Sandra Veroneze fez um apanhado, no Jornal Eco da Tradição, veículo oficial do Movimento, sobre as eleições para presidente.  A eleição vai ocorrer nos dias 10 e 11 de janeiro de 2019, durante a 67ª edição do Congresso Tradicionalista, na cidade de Bagé. 

Foto: arquivo pessoal

MTG terá duas chapas, nesta eleição, com Nairo Callegaro e Elenir Winck
MTG terá duas chapas, nesta eleição, com Nairo Callegaro e Elenir Winck

Conforme, divulgado, os mandatos do MTG têm duração de um ano e para 2019 concorrem o atual presidente, Nairo Callegaro, [Nairioli Antunes Callegaro e a vice-presidente de Administração e Finanças, Elenir Winck [Elenir de Fátima Dill Winck].


 Confira a matéria:

Quem pode votar? Como são inscritas as chapas? O que acontece no caso de empate entre os candidatos? Como é realizada a votação? O Eco da Tradição consultou a Coletânea da Legislação Tradicionalista e responde algumas das principais dúvidas do público tradicionalista.

Confira.

QUEM PODE VOTAR
Têm direito a voto os delegados-eleitores. O Delegado-Eleitor é o representante, devidamente credenciado por uma entidade filiada-efetiva, através de manifestação escrita e irrevogável do Patrão da entidade. As entidades Filiadas-efetivas, em dia com suas obrigações, terão direito a credenciar delegados-eleitores, sendo dois delegados-eleitores para entidade de participação plena; um delegado-eleitor para entidade de participação parcial e um delegado-eleitor para entidade especial. Os delegados eleitores, indicados sempre em caráter insubstituível, são identificados por crachá de cor diferente daquela adotada para os demais congressistas, quando a Assembleia Geral for realizada no decorrer do Congresso Tradicionalista.

ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA
A Assembleia Geral Eletiva é constituída de um Presidente, um Secretário e Delegados-Eleitores. Será presidente da Assembleia Geral Eletiva um membro do Conselho Diretor ou Conselheiro Benemérito, conforme definição prévia do Conselho Diretor, desde que o escolhido não faça parte de qualquer chapa concorrente, seja ao Conselho Diretor, seja da Junta Fiscal. O Secretário será designado pelo presidente da Assembleia Eletiva, que será convocada pelo Presidente do MTG, com antecedência mínima de trinta dias da data marcada para a eleição, através de edital publicado em jornal de circulação estadual. A Assembleia Geral Eletiva reúne-se, anualmente, no decorrer do Congresso Tradicionalista, para proceder à eleição, simultânea, de membros titulares do Conselho Diretor e da Junta Fiscal e respectivos suplentes e é instalada pelo presidente do Congresso.

COMISSÃO ELEITORAL
O processo de eleição é orientado por uma Comissão Eleitoral constituída, além do presidente, por três delegados-eleitores para cada mesa receptora, escolhidos pela Assembleia Geral Eletiva, à qual compete conferir o registro das chapas concorrentes; orientar o trabalho das mesas receptoras de votos; dirigir o processo de votação; e realizar o escrutínio, entre outras responsabilidades. Cada mesa receptora de votos terá um Presidente e dois mesários, um dos quais acumulará as funções de Secretário. Funcionarão, no mínimo, duas mesas receptoras de votos. Os delegados-eleitores serão agrupados nas mesas receptoras de votos de acordo com as Regiões Tradicionalistas a que pertencem suas entidades. As mesas receptoras poderão ser substituídas por urnas eletrônicas, a critério do Conselho Diretor do MTG.

REGISTROS DAS CHAPAS
As chapas devem ser registradas junto à Secretaria Geral do MTG até oito dias antes da data e hora marcadas para a Assembleia Geral Eletiva. A inscrição deve conter a relação de candidatos a todos os postos a serem preenchidos no Conselho Diretor (16 ou 17 titulares e 16 suplentes) e na Junta Fiscal (3 titulares e 3 suplentes); assinatura de todos os candidatos, e certidão negativa, expedida pela assessoria jurídica do MTG, informando que não está litigando ou que não litigou em nenhum processo contra o MTG em que tenha sido julgado culpado, para cada um dos candidatos.

Também deve conter a assinatura de pelo menos dez entidades filiadas-efetivas e de participação plena, representadas pelo Patrão. Juntamente com as chapas inscritas, a Secretaria Geral entregará ao Presidente da Assembleia as cédulas para votação, previamente preparadas, para serem verificadas e rubricadas pela Comissão Eleitoral nomeada. As chapas concorrentes poderão credenciar um fiscal junto a cada mesa receptora para acompanhar, sem interferir, o processo de votação e outro junto à Comissão Eleitoral para, nas mesmas condições, fiscalizar todo o desenvolvimento do pleito, inclusive a apuração.

VOTAÇÃO
Votarão os delegados-eleitores credenciados até o final da Sessão Plenária que anteceder a de instalação da Assembleia Geral Eletiva, podendo ser feito o credenciamento antecipadamente conforme o que determinar a Diretoria do MTG. O exercício do voto é registrado através da assinatura dos delegados-eleitores em lista destinada a este fim. A independência e o sigilo do voto serão assegurados mediante a adoção de uso de cédulas uniformes, autenticadas pelo presidente da mesa receptora, e isolamento do delegado em gabinete indevassável, para o efeito de introduzir na urna a cédula. Somente poderão permanecer no recinto da votação os membros da Comissão Eleitoral, um fiscal de cada chapa registrada, o pessoal de serviço, se requisitado pelo presidente e os delegados-eleitores, sendo que estes se irão retirando à medida que forem votando.

APURAÇÃO E RESULTADO
De posse das urnas e dos demais documentos relativos à votação, o Presidente da Comissão Eleitoral orientará os procedimentos preliminares à apuração, iniciando pela apreciação das questões surgidas em cada mesa receptora, durante a votação, e exame da respectiva urna. Somente serão recebidos protestos e impugnações com relação ao processo de votação antes da abertura da urna. Se a cédula estiver assinada ou contiver o nome do delegado-eleitor, ou contiver qualquer alteração que não as permitidas pelo artigo 123 o voto será considerado nulo. Se a cédula não estiver autenticada pelo presidente da mesa, o voto será considerado nulo. Concluída a contagem de votos será considerada eleita a chapa mais votada.

Em caso de empate será considerada eleita a chapa que contiver o candidato mais idoso. O resultado é apresentado pelo presidente da Assembleia Geral Eletiva.

POSSE
O presidente, os vice-presidentes e os demais membros do Conselho Diretor são empossados na Sessão Solene de Encerramento do Congresso Tradicionalista.

IMPORTANTE
Os candidatos concorrerão por meio de chapa nominativa, que contenha integralmente o número de componentes a serem eleitos, titulares e suplentes, para o Conselho Diretor e Junta Fiscal. O Presidente e os Vice-presidentes (Administração e Finanças, Cultura, Campeiro, Artístico e Esportes Campeiros) do Conselho Diretor terão mandato de 1 um ano, permitida a reeleição, e a escolha dos mesmos será procedida, em sessão especial, logo após a realização da Assembleia Geral Eletiva.

O presidente e os vice-presidentes do Conselho Diretor são reconhecidos, também, como Presidente e Vice-presidentes do Movimento Tradicionalista Gaúcho e da Diretoria do MTG.

O presidente e os vice-presidentes do MTG são eleitos em sessão especial do Conselho Diretor, levada a efeito logo após a realização da Assembleia Geral Eletiva. Para concorrer à presidência do MTG, o candidato deverá ter exercido, anteriormente, ao menos o cargo de Conselheiro ou de Coordenador Regional.

JUNTA FISCAL
A Junta Fiscal, eleita pela Assembleia Geral Eletiva, para o período de um ano, compõe-se de três membros titulares e de três suplentes, competindo-lhe:
Logo após a sua eleição, os membros da Junta Fiscal escolherão, dentre si, o Presidente do órgão.
A Junta Fiscal é empossada e entra em exercício juntamente com o Conselho Diretor.

 

 
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PERFIL

Beatriz Colombelli


De telefonista/recepcionista, supervisora de escola infantil, mãe de Prenda, Patroa de entidade tradicionalista, palestrante e avaliadora de concursos de prendas e peões, à Colunista no 'Cultura Gaúcha', lá se vão mais de 20 anos. Desde agosto de 2011, integra a equipe do Jornal Folha do Mate, como revisora e futura jornalista, pois nos bancos acadêmicos busca o sonho de infância.

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