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Consciência na hora de separar o lixo

Administração lança campanha para o melhor aproveitamento dos materiais recicláveis

por: Vanessa Behling e Guilherme Siebeneichler | Edição: Priscilla Mückenheim
Data: 03/10/2013 | 09:31
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Foto: Guilherme Siebeneichler / Folha do MateUsina emprega atualmente 15 pessoas
Usina emprega atualmente 15 pessoas

Na noite de terça-feira, 1º, ocorreu uma audiência sobre a correta separação do lixo doméstio, na Câmara de Vereadores. Liderado pela bióloga da secretaria Municipal do Meio Ambiente, Gabriela Graef, o encontro direcionado para as pessoas dos bairros Aviação, Gressler, União e Bela Vista contou com baixa participação da população.

Para hoje, está programado o encontro com a comunidade Santa Ana, do bairro Dietrich, sendo convidados os moradores dos bairros São Francisco, Santa Tecla e arredores. Na terça-feira, 8, será a vez das pessoas do centro e bairro Morsch discutirem o assunto no encontro que será realizado na Câmara de Vereadores. As audiências estão marcadas para iniciarem às 19h.

Para Gabriela Graef, a situação de falta de conscientização da população venâncio-airense é preocupante. 'É uma questão cultural e falta de conscientização. As pessoas se apegam aos direitos e não cumprem com seus deveres. Afirmam que por pagarem seus impostos não precisam separar o lixo, podem colocá-lo onde quiserem, então a questão é essa, se batermos todos os meses na mesma tecla, quem sabe uma hora não entre na cabeça das pessoas."

Venâncio produz 750 toneladas de lixo por mês. Desse total, 10% é reciclado, e o restante vai para Minas do Leão, distante 170 quilômetros da Capital do Chimarrão. O envio desse lixo gera um custo mensal de R$ 250 mil para Venâncio, somente em transporte, pois é necessário realizar cerca de 35 viagens por mês, cada viagem até lá tem um custo de R$ 1,2mil.

Para melhorar a separação do lixo doméstico no município, a secretaria do Meio Ambiente em parceria com a Conesul, adotará algumas medidas. A partir da próxima semana, as pessoas que depositarem o lixo que não corresponde com o tipo de material (seco ou orgânico) a ser coletado naquele dia, não o terá recolhido, permanecendo até o dia correto de recolhimento. Caso a medida não dê resultados, a bióloga alerta para possível imposição de cobrança de multa para quem não colaborar na coleta seletiva.

 

USINA DE TRIAGEM

Atualmente a Usina de Triagem de Lixo de Venâncio Aires recebe 750 toneladas de lixo por mês. Antes de enviar os resíduos para os aterros de Minas do Leão, a equipe da unidade realiza uma triagem para separação dos materiais (orgânico e seco). Do total recebido, 30% é enviado diretamente ao aterro. Nesta porcentagem, estão incluídos as cargas recolhidas pelo sistema mecanizado, contêineres, que estão instalados na área central do município.

Para a gerente da usina, Tailane Hauschild, a maior dificuldade no trabalho é a separação dos resíduos e aproveitamento dos materiais. 'como os moradores não estão separando o lixo orgânico do seco, muitos itens são perdidos já que molham e se misturam.' No local é feita a separação dos materiais recebidos, os funcionários separam por itens como: latas, garrafas de plástico, metal, vidro e papel. O restante é classificado como rejeito e são depositados em contêineres e levados para o aterro sanitário de Minas do Leão.